terça-feira, 15 de maio de 2012

HIPOESIA

Cadê a poesia?
És grande e bela a heresia. Como serás a hipocrisia?
A magia das palavras em suas simbologias.
O herói da poesia poderia ser a imagem heresia,
Hipócrates poético chamaria hipocrisia e a nomeação das coisas,
assim como a Ursa Maior da infinidade espacial, continuaria...
nos batismos, eufemismos, títulos e idolatrias.
Por: Moisés Carneiro - 15/05/2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

RENASCER

MATURIDADE, contigo aprendi, sofri e renasci.
Hoje sou muito mais feliz com uma consciência maior do que faço,
farei e do que já fiz.
Por: Moisés Carneiro - 20/04/2012



sábado, 14 de abril de 2012

EMBALANDO SONHOS

A história do mundo é um conto da carochinha contado pelos homens, porém,
embalado pelas mulheres com seus braços educativos.
Por: Moisés Carneiro - 15/04/2012

sábado, 24 de março de 2012

Crave-se a Rosa

Oh! Meu cravo veio para mim,
veio se dizer Rosa,
Bela e desejosa nos mais profundos
âmago do amargo doce
da vida repetitiva, em estações diferentes,
sentidos e rotas de caudalosos rios
que se encontram e se dispersam na cadência
da inocência dos desencontros amorosos,
entrelaços do destino, dos encantados desatinos,
contínuos e tempestuosos, onde ventos impulsionam o veleiro
Amor, eternamente Amor. Love me, I Love you!
Por: Moisés Carneiro e Anonimous.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

OSSADA PINTADA



A COR DE TODOS OS SERES HUMANOS
É A COR DOS OSSOS QUE SE ENCONTRAM POR BAIXO DA PELE,
A SUA IDENTIDADE E O SEU CARÁTER ESCONDEM-SE POR TRÁS DAS MÁSCARAS SOB A CAPA,
QUE NÃO É A DE CHUVA,
E A MEDIDA DE VALORES SÃO AS SUAS ATITUDES EM RESPEITO AOS OUTROS.
INFELIZMENTE, ENQUANTO O ARCO-ÍRIS, HARMONIOSAMENTE, UNE VÁRIAS CORES E NOS ENCANTA,
O BURRO E INTOLERANTE SER HUMANO, NOS SEUS DESENCANTOS E DESENCONTROS,
NÃO CONSEGUE VIVER NUMA HARMONIA BICOLOR.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fujam dos tribunais dos justos, do mesmo jeito que o lendário diabo foge das cruzes que racham cabeças expurgando pecados.
Por: Moisés Carneiro - 27/02/2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O ÓPIO CRITI, CRUCI E... FICADO.



Todo carnaval tem seu fim? Tem sim! Toda vida é chata? É sim! Portanto o entretenimento tem que existir, o ópio que desliga, temporariamente, o ser da realidade ilhada, de forma alienada ou centrada, para que o inferno do ócio e o carranquismo não tomem de assalto a mente de todos. Até o mais crítico e culto necessita do entretenimento, seja ele qual for, contanto que o entretenha... Ler um bom livro... ou um péssimo, ser critico de plantão ativo, só por pura rebeldia ou pela necessidade de ver a exposição de seu conhecimento para terceiros, pular atrás do trio, bater uma pelada no campinho ou no motel, dançar Axé, Pop, Reggae, Samba, Rock, Seresta, Arrocha, Soul, Jazz, Afoxé...forrozear, beber no bar, orar no altar, sentar no sofá e esperar a morte pra prosear ou ser um andarilho urbano, viajar de trem, na fumaça, na poeira, no whisky, na cerveja ou de navio, virtualmente na Net, de avião ou simplesmente no quarto se trancar... cada qual tem a sombra da caverna que lhe convém e a forma de levar a sua vida com ou sem vintém, curtindo suas crises, alegrias e deslizes na espera do além-mar, questionando-se... quando será que a moça da foice virá?
Por: Moisés Carneiro - 22/02/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONSCIÊNCIA



O HOMEM QUE DOMINA A ARTE,
A LITERATURA E A POLÍTICA
É UM SER PERIGOSAMENTE PODEROSO.
POR: MOISÉS CARNEIRO.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O QUERO - QUERO



O ser frustra-se por não saber algo, pelo fato do outro deter um pouco mais de teorias e sofre por não ter mais, pelo simples desejo de ter o que outras pessoas possuem. Continuará a sofrer por não saber lidar com o pouco que sabe e/ou possui, pois, quanto mais acervos e produtos consumidos e não consumados, mais anseios e angústias terá para administrar ao lado da sua fraqueza sem franqueza. ´
Por: Moisés Carneiro - 26/01/2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

INVERSÃO

Sou humano, respiro a vida, creio nas coisas, verdades e mentiras que eu quiser,
meu Deus não é melhor nem pior que o seu, ele é apenas o meu Deus, único, adorado e onipresente, o meu estilo de vida é a minha válvula de escape para a sobrevivência e o meu partido religioso tem o altar e o discurso aprazíveis para o meu ego.

Por que o que é meu haveria de ser melhor
em detrimento as ideias dos outros?


O outro é um ser com suas idiossincrasias, clamando por respeito, e não um individuo padrão a ser seguido, tão pouco um seguidor obrigatório do meu estilo, ele é só mais uma voz clamorosa que objetiva acender e iluminar a tocha alavancadora da identidade, da crença e da esperança de uma convivência harmoniosa.

As coisas? Essas são naturalmente o que são, e por serem apenas coisas, eu me coloco no limiar do pêndulo de ébano, me reviro e vejo-as de outro ângulo, coloco-me no lugar do outro e tento tirar lições e experiências da inversão valorosa das coisas.
PAZ...que coisa complicada.
Por: Moisés Carneiro - 20/01/2012

OH DOR!

São tantas as lamas nessa ilha
que exalamos gradativamente
o seu odor em vida até sermos
exumados, enlameados em barros e
voltados para o mundo em pó
transformados em lamas putrefatas
encaixotadas para a exportação além vida.
Por Moisés Carneiro - 20/01/2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

IN DECIDIR

Ontem... como eu disse, hoje...
bem, como eu ia dizendo... amanhã
vou refazer o que eu tinha feito ontem,
hoje estou sem disposição para tal, mas, como
o amanhã não pertence a ninguém, penso eu...
deverias ter feito ontem
o que nem penso em fazer hoje?
Por: Moisés Carneiro - 18/01/2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

POEMA DE UMA NOTA SÓ



Ré lembrar é viver
Ré viver o bom fazer
Ré fazer um belo conto
Ré contar uma bela história
Ré instaurar bons velhos passos
no Ré passar do dom Saber.
Por: Moisés Carneiro - 14/01/2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RODA VIVA



Ver a vida, a alegria em movimento por perto é tão bom, dentro de nossas almas, melhor ainda. Movimentem-se, não se entreguem por tão pouco, vocês são o máximo do que podem alcançar. Os acontecimentos do cotidiano? São apenas complementos bons ou ruins, mas nunca extensão do seu ser. Filtre-os e sigam em frente, o tempo não para com o intuito de ouvir o silêncio noturno das nossas lágrimas, mas um sorriso é capaz de parar o trânsito louco da contemporaneidade e nos tornar um SER, percebido por alguém.
Por: Moisés Carneiro - 27-12-2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pontífices



Ah! Meu sorriso...esse sim deve resistir
às agruras do tempo, rugas, rusgas,
flacidez, quedas dos dentes.
Atos, repentes que a vida nos
empurra sem cerimônias, sem plebiscitos,
mas que machucam e nos desprezam como nada.
Vastas cicatrizes por puras inocências!
Sonolências em rotas de sofrimentos,
pontífices da amadurecência, nobre consequência
dos angustiantes sentimentos em efervescência,
cadenciadores de um despertar para um mundo de
força, espiritualidade e eloqüência.
Por: Moisés Carneiro da Silva

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Olhares internos


Os Olhos!! Brilho da vida,
janelas da alma e dos pecados,
leitores de mundos e denunciadores das alegrias
e tristezas dos nossos espíritos.
Por: Moisés Carneiro - 01/12/2011

Incontível

Intensidade de um sentimento
não cabível no coração
que escorre dos meus olhos
como as águas de uma cachoeira
sem ninguém para banhar-se,
só um rio-guia a expandi-lo.
Por: Moisés Carneiro - 01/12/2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sambalíngua

A linguagem e o rítmo não se calam
eles se pronunciam no ar, no céu, nuvens e estrelas,
palmeiras das mãos, excitação de corpos...dedos a promoverem, frenesis ondas no mar,
no vento uivante dos bambus, na folha solta a vagar,
na solitária chama da vela e seu gingado a bailar.
A chuva trova um coral de chuá, chuá, chuá
sobre a relva e a rosa brilha o sol a escaldar,
a lua em seu serenar, reflexão, desabrochar, soa o solo violino do tão belo enamorar.
sons de beijos esmaqueados? São doces lábios encontrados.
O sangue efervescido é o bom prazer em sua nascente
e o coração do linguarudo, destemido e acelerado,
goza instantes bem contentes.
O Tic tac do relógio traz quimeras de um passado
com mil ternuras, desventuras de um línguavida ritmado,
imponente na regência de um belo samba sincopado.
Por: Moisés Carneiro -25/11/2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MOMENTO MÁGICO

Sentado no pc percebi um beija flor na janela, me aproximei e ele continuou lá, próximo ao vidro, ensaiei encostar o nariz no vidro e ele se aproximou mais ainda, tentando bicar os meus olhos. Parecia querer conversar. O que ele me disse? eu não sei, mas não consigo esquecer as suas palavras em bico e bater de asas. A visita e a interação foram reais, não é mais uma das minhas bobagens poéticas que eu costumo escrever nesse blog não. Foram alguns segundos que pareceram horas de tão maravilhado que eu fiquei.

Lembrei-me de imediato do poema que escrevi no meu blog (http://mousahrt.blogspot.com/2011/09/passaro-nomade.html) e isso me deixou mais extasiado ainda. Obrigado pela visita Mãe Natureza! Queria apenas compartilhar essa experiência com todos que visitarem meu blog. Tem uma beleza real lá fora e às vezes nos limitamos ao virtual na frente do PC. Nesse momento desligo o meu PC e vou sair pra ver a rua, a chuva, sentir o vento no rosto, abraçar alguém e sentir o verdadeiro calor de uma amizade.
VIVIDO POR: MOISÉS CARNEIRO EM 03/11/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011


A fotografia diz sem falar - O Mar, o Sol e a Lua são algumas das Belas obras de Deus. E o homem, como todo filho de peixe mencionado no popular ditado, herda do pai o dom de criar e viaja nas asas do fruto da sua imaginação criativa, através da aeronave dos Santos Dos Montes de idéias dos referidos Santos Dumont.
Por: Moisés Carneiro



UM DIA de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é.
Por: Fernando Pessoa

Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.
Só se é por um poente não ser uma madrugada.
Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?
Por: Fernando Pessoa.

Toda a beleza natural apresenta-se ao alcance do Homem. O Homem precisa apenas, usufruir e contemplar as Rosas naturais da melhor maneira possível.
Por: Moisés carneiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VENDO A VIDA PASSAR



O DEMASIADO QUERER
Dizem que a vida não tem sentido
que ela passa com a mesma rapidez
do murchar das rosas e desliza em seus braços temporais
todas as nossas angústias, tristezas e felicidades
sem ao menos embalar o nosso desejar intenso
por satisfação e pleno gozo.
Mas que sentido tem a vida
que não nos dá o acalento
de viver o tempo e a forma necessários
aos completos conhecimentos e prazeres?
Moisés Carneiro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

DISCURSO DOMINADO

A desgraça da TV tá na graça de quem vê
ligo essa joça pra ela me dizer
sua mulher é um canhão manda ela pro salão
tira essa merda da garagem e compra um carrão
que cabelo medonho use creme alisonho
e deixe seu maridão robô com o facebook risonho. E meu yOrkut quem roubou?
Minha, sua, mãe , irmã, filha, mulher querem se ver e de repente não mais se enxergam
querem botar silicone, querem engrossar as pernas, perdem-se
no mar de mérdia, mídia valoral e inversa.
Alisem o cabelo! Vai-se a negritude united, pinta de loiro os louros e foi-se
o negrume de açoite. Triste de quem vê e não enxerga
belo apelo desconserta, e o tolo segue inerte, etiquetado e na moda,
moldado que nem um barro nas mãos de um joão plugado,
pensando... pensando... nada que eu tenho... nada que eu faça presta.
Vou comprar outro carro, pra me enxergarem nas frestas.
Moisés carneiro - 14-10-2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SOMBRA



Vamos amigos! Lutem! Não se acomodem!
Retirem essas cercas embandeiradas que separam quintais e culturas.
Vamos à luta! Imponham sua cultura no quintal do vizinho.
Altivez e determinação!
Vamos lutar!
Mãos a obra! Obras nas mãos, onde enterrar?
Cobrem das criadas cobras, aprendizes do saber milenar.
Sem as constantes BATALHAS
o brilho da PAZ pode se ofuscar.
Por: Moisés Carneiro

ANJOS SEM ASAS



A fumaça! A névoa!
Envolvente sonho paulistano.
Palco, outrora atraente,
dos retirantes ruralistas,
engrenagens ambulantes, saltimbancos do progresso,
força motora explorada. Baixa auto-estima fomentada!
Preconceitos mil e discurso varonil!
"Orgulho de ser nordestino!"
Força motora de trabalhos e eventos. Jamais promotora.
Céus de nevoeiros!
Sopros industriais!
sufocadas narinas!
Desfocadas estrelas do desenvolvimento.
o humano! Progressivamente esmagado, e essencialmente!
Nordestino humano.
Anjos da garoa! Filhos bastardos dos patrões e suas não patroas.
Anônimos e desalados Josés.
Asas atrás das sombras carcerárias do "Ordem e Progresso".
Sem sucesso!
Sob a fumaça do ópio retrocesso.
Irmandade sem chamas do belo é o poder e das
lamparinas apagadas por ventos e
moinhos do alcatraz sentimento possessso.
Por: Moisés Carneiro - 27/09/2009

terça-feira, 27 de setembro de 2011

HALELU YAH

Axo que achei algo no AXÉ da fé
dos que dizem AMÉM. É só um axado
mas JAH é algo. ALÁ que o diga.
HASHEM também, busquem SEFARÍM!
JAVÉ vai voltar. Sabemos!
JEO, VÁ! Logo a trombeta ALLAH armará.
Por - Moisés Carneiro - 27/09/2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PÁSSARO NÔMADE



Eu sei onde mora a beleza
ela está ali, aqui, acolá
às vezes fica difícil enxergá-la
mas ela está por ai sim, eu sei.
Não sei onde mora a felicidade
essa esconde-se no nomadismo,
faz visita de passarinho
na janela das nossas almas e voa
depois volta e voa... volta...voa...
mas o seu canto fica no intímo e
seu perfume nas narinas
dos aposentos das mais puras lembranças. Espero viver...
Intensamente! Receber momentâneas
visitas no peitoril da minh'alma sem grades
enquanto admiro a Linda Rosa sob o mar
no paço imperial do meu jardim particular.
Por: Moisés Carneiro - 26/09/2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011



INFÂNCIA


A LISTA - OSWALDO MONTENEGRO


CÂNTICO NEGRO

IN [VENTAR]

Amada, parentes, conhecidos
perdoem-me por não telefonar,
mas não há nada melhor
que escrever um poema
e viajar, viajar !
Sentar na varanda
e inventar um ar puro
com cheiro de jasmim.
Inventar flores, arbustos
e passarinhos pra conversar.
Tocar violão ao luar,
aguardando a aurora
dilatar-se sobre o silencioso
manto da noite,
até despertar.
E se a tristeza chegar,
in[vento] um vento
pra voar.
Thiago Cardoso Sepriano - http://poetaspoesiadiversaoearte.blogspot.com/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

IMAGENS VERSOS IMAGENS

Eu gritei, mas ninguém ouviu ou eu não ouvi o que eu gritei? Será que ninguém quis escutar o
que penso eu ter gritado ou com certeza sonorizado? Serás a "metamorfose" KafKaniana? Não estou me ouvindo, será que os outros falam muito alto neste momento? Ei surdo! Você ai de costas! Mas surdo não ouve, que insensatez ensurdecedora, eu acho que acabei de ficar mudo ou mudo já era quando tentei gritar. Mas que ignorância a minha, o rotulado mudo também fala e é entendido através dos seus sinais Libráticos. Já sei! Agora falarei eu, cá com as minhas mãos. Que balé mímico elas fazem agora, mas ninguém observa os movimentos das calejadas mãos, será que acabaram por cegarem? Creio que não, eles desviaram-se daqueles obstáculos com muita desenvoltura, será que minhas mãos não estão apresentáveis? Colocarei luvas com o brilho das cores do arco-íris. Ah! Agora apresento um show manuseado em cores, várias e lindas cores, mas, será que ninguém se interessa pelo balé colorido que eu apresento com as minhas mãos artísticas? Por que será? Elas agora estão bem vestidas e se mostrando com galhardia, já sei! Vou trocar as mãos por palavras aos muros. Não! Não é pichação, é tentativa de comunicação, é arte. Escrevo nos muros agora. Olha lá! Eles encostam, sentam nos muros, mas não lêem, ei, você ai! Não mija nas letras não. Que cão danado... acabou de morder o tornozelo do regador de muro, eu acho que o cão fez a leitura, talvez do meu pensamento ou do mundo à sua volta. Será que o vira-lata leu e entendeu a mensagem? Afirme quem puder, são tantos os mistérios entre o céu e a terra, e o purgatório também! Não devemos esquecê-lo, pois dizem que é lá que se expurga o peso da alma pecaminosa. Que faço agora? Tento cartazes ou imagens? O cartaz robusto de rocha ninguém leu, ninguém notou, imagina o reciclável de cartolina. Vou usar a força da imagem poética;

Ouçam as vozes que, grafadas falam mais do que as fonológicas
as vozes pronunciadas no escuro momento reflexivo.
As vozes das Letras que alimentam
o imaginário e o inimaginável fantástico.


Não adiantou nada, ninguém presta atenção, pobre riquíssima imagem poética, passou despercebida. Que é aquilo? Que movimentos, que vida, que pobre riqueza de imagens, todos atentos e encantados com o diálogo apelativo. Não acredito! Eles pararam o que estavam fazendo para apreciar, olha aquele indivíduo! Acabou desistindo de beijar a namorada, o outro sentou-se na calçada diante da tal caixa, que espetáculo, agora parece que todos eles escutam e enxergam, eles notam a presença comunicativa, como não pensei nisso antes! Na IMAGEM, na imagem nem um pouco poética, mas imagem que Tem Vez.
Moisés Carneiro - 15/12/2009

domingo, 18 de setembro de 2011

INVERNO PARTICULADO

O sol escaldante lá fora
faz tanto frio aqui dentro
e as células enrugam-se por aquecer
expectativas ansiosas.
Desejosas asas de Ícaro,
condutoras à perdição do amor,
eleva-me e aquece-me com uma
aproximação calorosa de um mar
mesmo que não seja o Egeu.
Por Moisés Carneiro - 18/09/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ALEGRIA AO JANTAR

Tarde cinzenta, o crepúsculo anuncia-se, o garoto quebra aqui, conserta ali, olha o portão, junta molas, serra madeiras, guarda o pião na caixa de ferramentas, volta os olhos ao portão, fronteira angustiante da sua limitação, enxuga a testa, assoa o nariz. O cachorro late e abana o rabo. O menino corre até o esqueleto de ferro, visualização além fronteira e nova frustração que consome a expectativa infantil. Vai tomar banho, menino! Grita a voz das proximidades do tanque de lavar roupas, ordenando-o. Resmungos e barulhos da serrotagem misturam-se às buzinas dos carros lá fora e às conversas dos transeuntes. Só entro quando terminar! Resmunga mais uma vez e olha para o simples relógio de visor partido, com cuidado para não pingar nele o suor da face e afogá-lo, mira o céu e vê tímidas estrelas despontando, sente o cair do sereno, certifica-se do tempo e concentra-se novamente na sua atividade. Psiu! Assusta-se, derruba o martelo e corre as vistas ao quadrado imperativo com tanta empolgação que, um sorriso espontâneo surge do seu rosto esperançoso, desmanchando em seguida com rara frieza, que o amiguinho recomenda voltar depois. Não! Entra, pode entrar. Tá zangado comigo? Pergunta o visitante não esperado. Segura aqui? Pede ao ajudante indesejado no momento, sem dá importância ao seu questionamento, estende-lhe um pedaço de madeira para ser pregada, mira o prego, olha pra rua, erra a martelada, dá outra e acerta, mais uma e levanta a cabeça, vasculha a fronteira, sorri para o parceiro de traquinagens e fabricações e pergunta-lhe as horas. O aprendiz consulta o seu objeto camaleônico e exuberante, portador de um vasto guarda roupa em pulseiras de sete cores, uma veste para cada ocasião, e responde, são seis e trinta. Já vai tomar banho? Pergunta, preocupado com o fim do aprendizado. Não! Só entro depois que terminar. Responde com determinação de mestre. Golpeia mais uma vez com sua ferramenta, e o prego relutante em se infiltrar na pele de madeira, enfim integra-se ao emprestado corpo. Meu pai me trouxe um ferrorama hoje, brinquei com o trem por uns cinco minutos, mas o diacho brinca só, fica rodando nos trilhos até a gente ficar tonto. No comercial da TV sem cor, ele parecia ser tão legal. Desabafa o aluno, freqüentador da oficina improvisada e quase sua segunda casa. Ei! Tá me ouvindo? Hum... Sua patinete tá quase pronta, só faltam os rolimãs traseiros, diz o Gepeto da periferia. Oba! Amanhã eu consigo os dois que faltam e nós vamos descer a rua da ladeira asfaltada, depois da pelada na quadra da escola, é claro! Isso sim é que é diversão. Empolga-se... Ô! O que você tem? Parece triste e chateado, nem parece que o velho volta hoje. Indaga, preocupado com o amigo e fabricante de seus melhores brinquedos. Vamos tirar os rolimãs da minha super máquina agora e colocar na sua patinete pra testá-la? Desconversa o exímio montador de alegrias artesanais, antes de dar outra olhadela nas frias grades. Vem tomar banho menino! Grita uma voz rouca e triste do interior da casa. Desta vez sem resmungar, o garoto entra correndo e depois de alguns minutos, sai, cata as suas ferramentas, lamenta-se ao amigo e aluno com um forte abraço. Coração afogado! Chuvas de lágrimas embaçam o seu último olhar expectativo ao portão. Seu pai não mais voltará do leito hospitalar. Fim das conversas e brincadeiras tão saboreadas ao jantar.
Por: Moisés Carneiro – 28/08/2010

Benevolência

Digam AMÉM, mas AMEM o bem,
os miseráveis não merecem só desdém.
Orem por eles, mas ajude-os também.
Os sem BENS.
Por: Moisés Carneiro - 13/09/2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TROFÉU VITAL

Nasce um homem só , seu destino é viver
o campeonato de um troféu sem igual,
bi, uni, vitelino ou vitalino,
da vida só se carrega a vida em nó.
Reflita, aproveite, aceite, rejeite
você tem uma vida só, e o universo dessa trilha?
Te levará ao PÓ, num veleiro, numa paisagem emoldurada pra mirar,
sorrir, chorar, sonhar e pesadelos te ter.
É tão simples o seu ser!
Tentar, sofrer, fazer acontecer,
errar, acertar, ensinar, aprender a viver
e gozar o frio na espinha do tão cedo morrer.
Pense e transgrida a imposta lei do viver o não viver
não abafe seus desejos em prol do sacrificar,
na busca de um grande feito, ser gênio espetacular.
Apenas viva! Ame, seja amado, quantas vezes
esse belo sentimento lhes for ofertado.
Nada de ser um tolo cabisbaixo
por ser materialmente programado.
O mar, o sal da vida, o fogo da paixão, o sol,
a enamorada lua, o rio, o doce das nuvens,
o brilho das estrelas, os montes uivantes,
o vento, as arvores, as cirandas e crianças felizes ao redor
completam a pura sinfonia do viver melhor
sob a natural batuta do AMOR maior.
Por: Moisés Carneiro - 12/09/2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DAS VANTAGENS DE SER BOBO

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
CLARICE LISPECTOR

terça-feira, 23 de agosto de 2011

VELHA GUARDA

Os velhos amigos são os melhores, pois,
estes resistiram aos ciclos de alegrias e tristezas,
farturas e carências, amores, ódios e benevolências.
Curtam os velhos, envelheçam os novos amigos
e fortaleçam os elos.
Por: Moisés Carneiro - 23/08/2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

AMPULHETA



A vida é tão breve que ela escorre pelas vias do tempo do mesmo jeito que a água escorre pelo rêgo da bunda, direto pro buraco. Ainda dizem que a vida é um carrossel, uma roda gigante, quando na verdade ela tá mais pra escorregador no parquinho da praça. Invistam o seu precioso e curto tempo, mas, se divirtam durante o escorrego.
Por: Moisés Carneiro - 02/08/2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MARGEANDO

Abro a janela, debruço-me,
debato-me num rio sem margem,
imagino-me às margens das páginas
de um livro ou em posse de um papel
onde rabisco imagens e dou vida a um quadro
sem limitação emoldurável... vou seguindo...
entre lápis, dedos nas areias e pincéis,
escrevo, digito e pinto Menestréis
na esperança de criar um mundo maior e bem melhor pra nós.
Por: Moisés Carneiro - 05/08/2010

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FELIZIDADE

A infância e a velhice são as duas fases da vida em que a felicidade
consegue nos contagiar através de simples argumentos como, carinhos, atenções e doces.
Portanto ou tão pouco, enquanto não envelheço, escrevo bobagens, rio por besteiras, estresso-me só por capricho, adulto-me e mantenho a minh'alma de criança enquanto preparo os passos para a minha infância enrugada.
Por: Moisés Carneiro - 03/08/2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O SOL, O JARDIM E A NEGRITUDE MÓ

A noite chega pro descanso dos olhos
ofuscados pelo brilho do sol,
seguindo-a, vem o descaso do corpo sob o lençol,
repousando, sem saber quando voltará ao pó.
Chegada aurora e o galo anuncia o astro rei
num canto que nada lembra o rouxinol
e o corpo nem sabe por onde andas o lençol
levanta, abre os olhos, reverencia a vida,
espera o clarão da lua, enquanto se aquece ao sol
tão sol, tão só...
sem as estrelas no negrume do ócio do espaço mó
e a ausência da Rosa no canteiro do Jardim Melhor.
Por: Moisés Carneiro - 14/07/2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

LEIA, MAS, AVISO QUE, NÃO É IMPORTANTE O QUE ESTÁ DIGITADO A SEGUIR:

A saúde é tratada como um assunto particular,
mas, na verdade deveria ser uma preocupação coletiva.
A consequência desse pensamento individualista é refletido
através do desprezo dado ao verdadeiro valor das pessoas
para a dedicação quase exclusiva de se ganhar dinheiro, culminando numa sociedade doentia e indiferente à procura da cura para tal doença capital.
Estou na correria, preciso fazer dindin, porra tô atrasado e vou pro serviço extra, não vejo meus filhos há dias, pô amor hoje não vai dar, tenho que fechar aquele negócio. Alô! O quê? Uma cervejinha, um refri com a antiga turma do ginásio, da facul ou da velha infância? poxa infelizmente não vai dar.Tu... tu... tu... qualé rapá! Eu lá tenho tempo pra nostalgia! Vão procurar o que fazer... já vendeu quanto hoje José?
Enquanto que um abraço, um sorriso, são coisas tão fáceis-difíceis de se ver e palavras tão raras de se ouvir. Apenas digitamos virtualmente num bate papo retraído, ou seria descontraido? sei lá! Depois eu digito a dúvida, ops! Digo, tiro a dúvida. Ah! Em tempo, digito um abraço cheio de muita PAZ e SAÚDE pra quem conseguiu ler estes dígitos até aqui. mesmo sabendo que não eram dígitos numerais EUR$, US$, R$, 000,000,000,00.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PUTARITANEAR

Sou puritano com temor,
Sem tremor e ao dispor.
E quem teimou? O altar inquisicionou.
Putarino também sou!
Da quebrada maloka, nunca na toka
com sua tv que não foka, apenas toca pra trás com a CANÇÃO do queira mais
quem a sua frente se prostra.
Sufoco sim, morais olhos que mentem,
através das minhas letras e mente.
E na insanidade com razão,
meto os meus pés pelas suas mãos.
Serás um 69 de emoção?
Quem nunca fez confusão?
Quantas pedras Madalena, seguem
em minha direção.
Desvio com ou sem arranhos,
saudoso, feliz ou tristonho,
mas, com a noite entreaberta
e as nossas PÉROLAS incertas,
paro, reflito. É o alerta!
Fecho meus olhos caverna,
surto e revivo meus sonhos.
Não sou MÚMIA, nem bizonho!
Desmumiado ou diabolizado
sou aquilo que suponho,
ou serei eu o que disponho?
MARGINÁVEL ou IMAGINÁVEL?
Tentar ser humano é medonho!
Pois é...
Sou o que sou no propício momento
que sou,
k a fé, própria e vizinha, costumam lâminas afiarem.
Não importuno, não super nem subestimo
os dogmas da dor, do
divino clero, nem
tampouco os do amor,
mas, seguindo e "Putaritaneando" eu vou,
porém, nunca só.
Apenas o ladrão Sol
é quem clareia e rouba
a Noite dos sonhos.

Por: Moisés Carneiro-11/04/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

POR UM FIO

A loucura é um fio de lembrança da sanidade
tentando fugir da realidade.
E a esperança? Última a morrer e dura engrenagem
das angústias dos homens sem fé. Ou com fé?
Sabe-se lá. Na lança da fé eu vou e a justiça teima em falhar.
Contrariar é questionar, então eu teimo também. Sou justo.
Loucos! Quem são?
Eu não sou, tu dirás a mesma coisa.
E faceiro, o falso verdadeiro louco segue na fuga corajosa
da lucidez ilusória.
Por: Moisés Carneiro - 19/03/2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

HEROÍNAS CANSADAS

Os heróis morreram de cansaço!
Enxurradas de overdoses, batalhas aos cacos.
A paz? Grito aluscinante por guerras.
Os soldados pensantes? Rá! Rá! Ra! Gargalham às quimeras
da união paz e Terror e os lucros do pavor.
Retirante humanista é o amor!
Mães? Por enquanto perdas não choram.
Por enquanto, por enquanto...desligada é a minha TV.
Cenários macabros toleram-nas,
respeito por elas? Quem dera!
Banais guerras viscerais queimam peitos,
apertam mentes e torturam,
fingidoras lentes distorcidas, que não veem
e nem sentem, o amálgama no vitral à sua frente.
mães que foram MÃES no parto sentiram dores.
Ouçam! Gritos silenciados e ensurdecedores
ecoam nos guetos, quartos e berços
de uma geração não mais coca-cola.
Deus meu! Cracks camisas dez engraçados roubaram as bolas.
Dura vida deixa de ser escola e a
Rosa matriarcal se despetala
Daqui, dali, lá de Madrid!
Não só a de Angola.
Por: Moisés Carneiro - 10/03/2011

terça-feira, 1 de março de 2011

INDIRETOS

Quero dizer meu discurso indireto
sutilmente côncavo àqueles que
devo alfinetar de perto sem dar-lhes
o direito ao concreto. Só dúvidas, suposições
e desconexos. Meu ego se satisfaz! Revisão e tormenta
na reflexão alheia. covardia de expressar
diretamente o meu pensar.
Escuro discurso é o não confirmar
a franqueza do direto falar.
Triste ego é o meu penar.
Por: Moisés Carneiro - 01/03/2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O POETA DA ROÇA

Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mío.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia se cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o cabôco com sua caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão.

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.

(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 1980)

CONFORTO

O reencontro dos abraços
separados pelo espaço ou pelos
tristes fatos, nos
transportam para um lugar
inexplicavelmente confortável.
O saborear de um beijo, um cheiro ou
um abraço apertado podem nos dar a idéia
de termos adentrado num portal
para um instante de felicidade arrebatadora.
Abraço-me, me abrace, nos abracem com poesia, faça-se abraçador
e abraçado, e o resto? Deixem a críterio das sensações
naturais sem serem frívolos.
Por: Moisés Carneiro - 23/02/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ESPERA MILENAR

Sinto o riso de um olhar em sonetos
e uma tristeza nas calçadas, esquinas e becos
sem a PAZ nos corações e nas almas dos homens de fé
com suas angustiantes esperanças desesperadas.
Por: Moisés Carneiro - 16/02/2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LARA PIETRA

Pietra força fortaleza
Pedro teme sua beleza
de ofuscante realeza
e intensidade a brilhar
ao seu desabrochar no mundo real,
na sua chegada ao lugar chamado
LAR DOCE LAR
juntamente com a sua inocência
infantil que tem por objetivo proporcionar ao mundo
mais uma dose de esperança
rumo a vitória das batalhas
para firmar o renascer de uma sociedade melhor,
lembrando o menino Jesus, que trouxe consigo,
o facho de luz que ilumina
até hoje os caminhos da dificil renovação,
do bom sentimento humano de amor, bondade e paz.
E você, Lara Pietra como símbolo de uma nova geração,
traz a certeza da continuação desta tocha
de luz, erguida antes por Jesus Cristo, e que hoje, 09/02/2011 nesta incessante corrida de revezamento milenar do ciclo da vida, passa para as suas tão puras mãos.
Bem-vinda ao clube da vida e seja um ser espetacular e mantenedor da chama
aquecedora e confortadora das almas esperançosas.

Desejo a vc e aos seus Pais-técnicos-educadores a mais pura relação recíproca de amor, carinho e dedicação, já vista antes, e que ela se estenda para todos do seu ciclo de convivência.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

NOMENCRIATURAS



Pensando bem, nem penso muito,
mas, às vezes me pergunto, por que
nomeia-se tudo? Batismo oblíquo!
Pedras nos calos. Calhas de pedras!
Caminhos marcados por trilhas, placas,
sinais e símbolos, travessas e travessias.
Ruas, casas nuas, mendigo na sua estreita
Silva calçada com sua João calça rasgada, assim batizados pelos
calçados recalcos, batinas e linhos de escritas grã-finas
em vãs pergaminhos. Rótulos, nomes sobre os nomes,
classes sobre a classe.
E o vinho segue manchando em vinho
a pura embriaguês do colarinho, quando servido ao
mestre letrado e retado sem carinho.
Batismo meu, batuta nossa,
Batista Filho, Batista Neto.
Bastardo ninho.
Por: Moisés carneiro - 10/01/2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei. Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é.
Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo é do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só,
não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo, O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li. O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu?" Deus sabe, porque o escreveu.
POR: FERNANDO PESSOA

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

FUGA ENCLAUSURADA

O melhor amigo do homem endinheirado é o whisky!
Do pé rapado o pingado e do operário a cerveja.
Do descolado? Sempre o alternativo baseado!
Do dependente químico o ópio, o pó e seu ócio sociológico.
Na observância da matilha eu sigo e tateio na trilha d'onde
Vinícius citou o cachorro engarrafado, e PER ou TERseguido tal cão idolatrado, veio o moral fundido ao amoral, o Rintintin empoeirado das giletes, seus filetes em louças e a Lassie evaporada das mentes esfumaçadas.
Na quadrúpede passada, passa tempo, tempo escapa e a lente da ópera da psicanálise viniciana toca o doping ao som da fuga dos não esperados, restando apenas as ondas e brisas do incompreendido mar de surfistas desolados.
Por: Moisés Carneiro - 01/02/2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VELEIRO ROSA

Algo surge de um desatino
com teor puro, raro e gracioso
invade-me a alma, sou ser ansioso,
feliz e faceiro, traquino menino.

Dançante e alegre sob os quatro encantos
seus olhos, sua boca, mãos e pujanças.
Ternuras expostas de eternas crianças,
brinquedos de Rosas e Cravos sem prantos.

Sou flores! No bosque não busco amores.
leio poemas e prosas sem mais dissabores.
Não busco! Já tenho a mais linda rosa.

Teus olhos eu miro e seus lábios desejo
mais belo é o teu corpo. No qual eu velejo
num mar de emoções de rota perigosa.
Por: Moisés Carneiro - 18/01/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

INVADIDO

Escrevo visões que não vejo,
sinto no tato e almejo.
Registro pensamentos
para que outros sintam
a sensação do poder de adentrar
em outras mentes, que nem sempre
acertam e que ás vezes mentem.
Grafos registrados! Pensamentos congelados
em papéis timbrados, muros ou quadros.
Por: Moisés Carneiro - 09/01/2011

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

VOTOS DE PAZ

Feliz dias novos para todos!
A virada anual é apenas um símbolo
de esperança, renovação, resignação
espíritual e de conclamação da PAZ.
Vamos alimentar esse tanque de positividade
a cada momento da convivência humana.
Abracem, amem e presenteiem seus entes
queridos e amigos com naturalidade e a qualquer momento,
independentes dos apelos comerciais e das datas comemorativas.
A vida é uma festa com suas ressacas para ser brindada,
revitalizada e assistida a cada segundo.
Por: Moisés carneiro - 30/12/2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

INFERNO PARADISE

INFERNO PARADISE
Seria eu o escaravelho do diabo?
Ou apenas eu e mais mil eus
um escroto velho dos diabos?
Com ou sem mente na cerveja,
escrachados somos nós, vós, tu sem tutu, sem feijão, eles.
E elas também! Santas endiabradas.
Não estou só! Não estou mesmo!
Diabruras ou travessuras escrotas?
Tudo sobre lençois de gramas,
granas, rendas. Renda-se! E asfaltos.
Paraíso de inferno! Momentos de assaltos
e sobrepassos incontáveis. Conturbados inocentes,
sambistas de rodas incontestáveis e
atiradores de paus nos pobres gatos silenciados.
Por Moisés carneiro - 22/12/2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

AMARLEYANDO

A magia do encontro
rege a sinfonia
da encantada mensagem
Three Little Birds.
Surdos ouvintes dançam
ao som de puras melodias
de uma linda canção,
caminham sobre mares,
navegam em suas ondas,
flutuam sob céus,
cegos de tanto ver,
loucos de tão felizes.
Bobos da corte do amor!
Afônicos de repetir
I love tu! I love you!
Before me!
Por: Moisés Carneiro - 16/12/2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

DESPREZO DESEJADO

FÊMEA DA SENZALA
NEGRA, MULATA, ESCRAVA
FORÇADA AMANTE BRAVA
DOS BARÕES DE PANÇA E BENGALA

DA MÃO DE OBRA, ÉS PROCRIADORA
DAMA DE COMPANHIA, JAMAIS DE HONRA.
DISPOSIÇÃO CONSTANTE OU MASMORRA
SEM ALMA SEM CORAÇÃO, PORÉM SOFREDORA

POUCAS VEZES MULHER AMANTE
VÁRIAS VEZES ENOJADA E OFEGANTE.
NAS GARRAS BRANCAS EM PRAZERADAS DE AÇOITE.

DOS HOMENS DE ALMA E SEM ALMA
ARDENTE PELOS NEGROS QUE A ACALMAM
NA BUSCA DO ACALENTO DA NOITE.
Por Moisés carneiro

O CURTIÇO

Vida curta curta a vida
Regimentos e batutas.
Vigilantes valores ofuscam
curtos momentos.
Fragmentos de vida!
Tolos não vivem o que sentem nem sentem o que falam.
Loucos vivem! Intenso sentem, indiferentes aos que falam.
Felicíssima loucura do viver. De Médico eu só quero um pouco.
De louco pra navegar nessa curta vida,
uma overdose insana pra mim é pouco.
Soy louco por ti vida!
Soy loco por ti, América,
soy loco por ti amores.
Soy louco só por ti América e Amélias
por que ainda não conheço a Europa
nem tão pouco a Dolores.
Por: Moisés Carneiro - 11/12/2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FILÉ NENHUM

Informações devem ser trocadas.
Curiosidades filé Mignomnicas a farofais.
Nenhum filé na carne seca.
Filé e farofa! Dois mundos duas prosas!
Experiências gastronômicas
das sociedades econômicas.
Estereotipos e símbolos
de uma pobre bagunça
e outra rica elegância
Uma Nobre sofrida alegria
outro rico e falso orgulho.
No frigir dos ovos bem servidos ou goros,
pobres praias do mesmo saco
em seus espiritos de falsos perjúrios.
Moisés Carneiro - 28/11/2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

VERDE NUDEZ

Esquadrão de aço, ferro e asfalto
reprodução em pleno ato
melancólico grande palco.
Prédios, vias, passarelas. Paranóias!
Monóxidos e diachos. Dióxidos e carbonos.
Amazônia - paralelos desmatados!
Paralelas - crateras e escalpos!
Claras luas faltam copas
florestar das seminuas.
Vergonhas que fogem às ruas,
mantos e desmandos nos desmatos.
Metropolitanos invadem parques,
empreendem dores e desfalques.
Pituaços e seus espaços!
Alegrias são nações.
Concretos verticais,
árvores horizontais e
passáros sem canções.
Por: Moisés Carneiro-02/12/2010

domingo, 14 de novembro de 2010

ANJOS SEM ASAS

A fumaça! A névoa! Envolvente sonho paulistano.
Palco, outrora atraente, dos retirantes ruralistas,
engrenagens ambulantes, saltimbancos do progresso, força motora explorada.
Baixa auto-estima fomentada!
Preconceitos mil e discurso varonil! "Orgulho de ser nordestino!"
Força motora de trabalhos e eventos. Jamais promotora.
Céus de nevoeiros!
Sopros industriais sufocam narinas das desfocadas estrelas do desenvolvimento.
o humano!
Progressivamente esmagado, e essencialmente, nordestino humano.
Anjos da garoa! Filhos bastardos dos patrões e suas não patroas.
Anônimos e desalados Josés.
Asas atrás das sombras carcerárias do "Ordem e Progresso".
Sem sucesso! Sob a fumaça do ópio retrocesso.
Irmandade sem chamas do belo é o poder.
Lamparinas apagadas por ventos do
alcatraz sentimento possessso.
Por: Moisés Carneiro - 27/09/2009

domingo, 7 de novembro de 2010

ARREBATAMENTO

Tento escrever, mas não consigo
deslizar dedos e lápis, sobre teclados e papéis,
faltam quadros e giz. Não vejo!
Não sinto areias aos pés para os desenhos
livres, criados por dedos firmes
que, rabiscam, apontam e contam estrelas.
Faltam palavras, sinais, símbolos. Sobram imagens!
Turvas imagens num céu de Brigadeiro seguido pela
estrelada noite, mas, não vejo a lua...
Momentâneo desespero!
Inebriante e novo escarlate. continua a Beijar-me! Doma meus desejos.
Braços enlaçantes, cegos nós, torpor em sentimentos,
frivolidade, valiosidade, alegria e tormento.
Prazer! Susto e arrebatamento, veias em chamas,
nervos em frangalhos, acho, penso e não grafo.
Agora vejo, torno a escrever.
Toma-me novamente!
Oh! Doce escarlate.
Por: Moisés Carneiro - 07/11/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados

A vida é uma inebriante festa
impulsionadora de emoções,
promotora de eventos,
manipuladora de relações e
oscilante em decisões.
Vacilante e atuante,
ofuscante e ofegante,
ágil e sem reflexos
no desgaste do
seu tempo de ser, ao espreitar,
lutar contra e
esperar a inevitável
ressaquial morte, para talvez,
curtir o ser de outra festa
dimensionalmente mais ampla.
Por: Moisés Carneiro - 02-11-2010

sábado, 23 de outubro de 2010

SEIOS MATRIARCAIS



Avós, mães, irmãs, esposas e namoradas, amigas e colegas,
embalam e direcionam homens que pensam
conduzirem vastos Mundos
com tamanha convicção e metódica razão.
Pura ingenuidade masculina! Cega percepção patriarcal!
Mulheres seguem e carregam criadores de Mundos nos ventres,
embala-os em seus braços, cantam para eles dormirem
e alimenta-os sob o seu Seio Matriarcal Gentil.
Tornam a cantar e a encantá-los!
Segura-os pelas suas mãos adultas,
ainda desejosas pelos seios
não mais gentís,
quando estes pensam que,
caminharão sozinhos
e serão motoristas
num comando de ilusão
da palavra feminina
"direção".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OLHARES NAS FRESTAS

A vida é uma fresta por onde
raios reluzem com muitas dificuldades,
projetam mutantes formas,
moldam e transformam
mutativas identidades,
heterônimas Pessoas,
tornando-as capazes
de administrarem o presente e o amanhecer,
suporte heróico para a
sobrevivência da festa do dia a dia e
a sua arte do não tão logo morrer.
Incessantes lutas, farras,
tristezas e alegrias,
razões, sandices e teatrais aleotrias.
Devemos ser loucos e anormais,
antes que luzes e sombras
não a transpassem mais?
Frestas! Festas! Focos visuais.
Cada qual nos seus cada quais.
Puros momentos, perguntas,
possíveis respostas e a perturbadora
angústia das perdas e do quero mais.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

HUMANO PRODUTOR

Relações políticas, amigáveis e/ou amorosas,
escolares, trabalhistas e oportunas,
todas com o seu cunho de interesse e barganha,
variáveis implícitas, outras explícitas, politicamente
ridículas na sua essência incubada, imoralidade que assusta.
Promíscuos valores.
Relações e relatos sociais, claramente produtivos,
enquanto produtor atendente de expectativas terceiras,
reconhecido é o valor de um dos elos,
tapinhas nas costas, vagantes elogios,
sorrisos e olhares brilhantes
em sua direção. Desvio de rota, busca do próprio interesse,
erro fatal deste elo. Desinteresse à vista,
ativista de plantão em mudança e manipulação de opinião.
Amaldiçoado passas a ser pelo ativista e egoísta inconformado,
campanhas negativas, indiretas flexivas, alvo é a sua vida,
que já não é tão bem vista, nas rodas de comentaristas
daquele que vê o seu antigo colaborador produtivo,
atuante e agora também produtor de interesses próprios,
mesmo tendo contribuído exaustivamente
para aquele que, desesperadamente,
vê o seu ritmo produtivo abalado.
Maldita produtividade relacional irracional
que atua e domina o humano.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FELICIDADE – INFELIZ DOPING FELIZ

Só Deus sabe o quanto eu gostaria de poder devolver o brilho dos olhos daquela Menina e daquele Menino, antes alegres e externantes de positividade e auto-estima contagiantes, prontos para sorrirem das mais bobas piadas e situações expostas aos seus ouvidos e olhos expressivos. Seria tão bom se tivéssemos a facilidade de fazer o outro feliz. Ah! Como seria... Mas contraditoriamente, apesar da felicidade ser tão boba e apresentar-se nos momentos menos esperados e às vezes terminar num sorriso, num gozo progressivo e aluscinante, ela também pode ser muito complexa, e quando a sentimos entramos em transe, uma sensação de doping, capaz de nos tornar insanos por sua busca, dependentes, que ao primeiro sinal de tristeza, questionamos a fórmula da alegria, e questionamos a tal ponto que nem enxergamos a sua essência simplificada nas conversas e brincadeiras com as pessoas que convivemos no trabalho, na escola, com as pessoas que namoramos, com os afagos nos nossos animais de estimação e nos nossos micos pagos em público. Como seria bom se todos conseguissem enxergar isto e valorizar os fragmentos de felicidade, juntando-os feito a um mosaico nas suas lembranças para tentar minimizar e conviver bem com a complexidade interior.
Mas, infelizmente a dependência de ser feliz e a inquietação que se encontra no íntimo de todo o ser é mais forte e quando entra em erupção perturba, e como perturba! Por isso fico triste por saber que a felicidade do individuo só depende dele e de mais ninguém, e isto me angustia, pois vejo a Menina e/ou o Menino que, eu tanto estimo, tristes e ausentes de si, sem sorrirem, sem brincarem, isolando-se e excluindo-se do convívio social. Confesso! Sinto-me impotente, assisto a tudo e, por mais mosaico de momentos felizes eu monte, através das minhas boas lembranças, eu não consigo encontrar uma saída, um atalho para devolver, ao menos, os brilhos dos
seus olhares que interagiam com um sorriso tão mágico e cativante e que
certo dia me encantaram, porém, hoje, infelizmente, se apresentam em óculos
vendados e risos amordaçados. Meu Deus! Peço-te uma luz para eu tentar
clarear os olhos destas pessoas, outrora altivos e cheios de vida , vítimas desta
felicidade momentânea, que liberta e ao mesmo tempo cria dependência e
cativa, para eu poder contemplar o sorriso destes que sempre foram, e
serão, meus grandes amigos, familiares autores, marcantes amores e parceiros-colegas do auto da vida compadecida.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

BOLOLÔ

Minto aquilo que pinto?
Santo-sinto-sento-Santo.
Joelhos ralados! Fé e encanto!
Ora oráculo, rezei ontem!
Castigai-me hoje. Ao amanhecer
não mais julgo ser. Arrependido é o confessar!
Canto aos quatro ventos, em karaokê constante,
fieis estações psicológicas.
Bravatas e calmarias!
Amor, sexo e uzura. Solídaria ganância, simplicidade em
arrogância, bregas elegantes. Mentes cruzadas!
Pasmos universos,
ladainhas vácuos e versos.
Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

LUAL DA PAIXÃO

Ouço a Lua uivar ao lobo.
Clara Lua sem eclipse
traz seus brilhos delirantes,
cometas e versos traçantes.
Fantasias mil em milhas,
imaginação nas trilhas.
Saga sem nenhuma noção!
Ópio de insana tensão!
Estrelas cobrem o meu chão
e iluminam a minha razão
veia rubra e fervilhante,
embaçada é minha visão!
coração és galopante
no universo da Paixão.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Gandula aposentado

Como seria se eu fosse bem amado?
Na rua, na casa, na tenda de saco armado,
no circo, na fazenda. Famílias sem viadutos! Orgulho à venda.
Almas fogem das armas! Fumaças. Fogo! Fogo! Ora bolas,
chutem ao gol e apaguem com suas enchentes.
Pós invadem mentes. Aspirem, fiquem contentes e não dementes.
Um dia eu fui inteligente! Fui sim!
Fui gandula! Amor esporte clube Galícia. Corre! lá vem a polícia.
Miséria, fome mais renda, tricô, crochê de lacre de lata.
Restos de bebidas e comidas do lixo à boca.
Jornal! Lençol sem retalhos, sem bico fino e gravata.
Sou capitalistalmente pobre, espírito de sofrimento nobre.
Sentimentos raçamente esnobes.
Só negros, vil metais negativos e ônus, sambam na alegre batucada para alguma raça superiorizada de bonús nobres.
Dominós, efeitos mil, dominados e desalmados.
Dominantes e elegantes, bem falantes aos maus falados.
E aos pecadores sem mais pecados? Sofrimentos por todo o lado.
Protejam o centro do umbigo herdado, quem pode, sobe,
quem não sobe, saracuteia, sacode a mão de calo e areia
e batuca no próprio lombado. Pareceu samba, ou foi xaxado?
Triste é o fim do policarpo descalço. Ninguém preza!
E da Quaresma tiraram-lhe o peixe e a reza.
Um dia serei meu, com fé ou com peixe,
sem Epimeteu e Prometeu.
Me reciclarei e serei Eu.
Bem novo-velho, mas, Eu.
Com fé e esperança no meu bom Deus.

Por: Moisés Carneiro - 20/04/2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DOCE DE GENGIBRE SEM AÇUCAR

Ah! infância sofrida, porém, alegre e criativa.
Infância infantilmente bem vivida. Dificilmente hoje altiva.
Infames roubaram a sua essência, oh! Doce infância.
Destruindo fases e pulando-as como cordas
numa velocidade de brincadeiras de rodas. Doce azedume oferecem aos inocentes
que lambuzam-se não mais com marmeladas ou travessuras,
mas, com violência, sexo, drogas e pouca astúcia.
Brincadeiras de casinhas, de bonecas? Que piegas!
Maquiagens, brim, cocas, colas, shows e Jeans.
Projéteis sem projetos!
Brincadeira de ser mãe aos nove e infeliz sempre que pode,
aos oito, aos sete, aos cinquenta e nove...
Poucos ventos primaveris sopram narinas de crianças que embalam PÉROLAS,
crueldade real que rouba a inocência da face
infanto-juvenil, tão atenta e sedenta por saber.
Por CURIOUSAR ser!
Aprendiz de feiticeiros ,
miseravelmente parentes, midiáticos parceiros.
Maus técnicos e vendedores de sonhos
fantasiados de cordeiros.
Por: Moisés Carneiro – 30/08/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

ALEGRIA AO JANTAR


Tarde cinzenta, o crepúsculo anuncia-se, o garoto quebra aqui, conserta ali, olha o portão, junta molas, serra madeiras, guarda o pião na caixa de ferramentas, volta os olhos ao portão, fronteira angustiante da sua limitação, enxuga a testa, assoa o nariz. Neste momento o cachorro late e abana o rabo. O menino corre até o esqueleto de ferro, visualização além fronteira e nova frustração que consome a expectativa infantil. Vai tomar banho, menino! Grita a voz das proximidades do tanque de lavar roupas, ordenando-o. Resmungos e barulhos da serrotagem misturam-se às buzinas dos carros lá fora e às conversas dos transeuntes. Só entro quando terminar! Resmunga mais uma vez e olha para o simples relógio de visor partido, com cuidado para não pingar nele o suor da face e afogá-lo, mira o céu e vê tímidas estrelas despontando, sente o cair do sereno, certifica-se do tempo e concentra-se novamente na sua atividade. Psiu! Assusta-se, derruba o martelo e corre as vistas ao quadrado imperativo com tanta empolgação que, um sorriso espontâneo surge do seu rosto esperançoso, desmanchando em seguida com rara frieza, que o amiguinho recomenda voltar depois. Não! Entra, pode entrar. Tá zangado comigo? Pergunta o visitante não esperado. Segura aqui? Pede ao ajudante indesejado no momento, sem dá importância ao seu questionamento, estende-lhe um pedaço de madeira para ser pregada, mira o prego, olha pra rua, erra a martelada, dá outra e acerta, mais uma e levanta a cabeça, vasculha a fronteira, sorri para o parceiro de traquinagens e fabricações e pergunta-lhe as horas. O aprendiz consulta o seu objeto camaleônico e exuberante, portador de um vasto guarda roupa em pulseiras de sete cores, uma veste para cada ocasião, e responde, são seis e trinta. Já vai tomar banho? Pergunta, preocupado com o fim do aprendizado. Não! Só entro depois que terminar. Responde com determinação de mestre. Golpeia mais uma vez com sua ferramenta, e o prego relutante em se infiltrar na pele de madeira, enfim integra-se ao emprestado corpo.
Meu pai me trouxe um ferrorama hoje, brinquei com o trem por uns cinco minutos, mas o diacho brinca só, fica rodando nos trilhos até a gente ficar tonto. No comercial da TV sem cor, ele parecia ser tão legal. Desabafa o aluno, freqüentador da oficina improvisada e quase sua segunda casa. Ei! Tá me ouvindo? Hum... Sua patinete tá quase pronta, só faltam os rolimãs traseiros, diz o Gepeto da periferia. Oba! Amanhã eu consigo os dois que faltam e nós vamos descer a rua da ladeira asfaltada, depois da pelada na quadra da escola, é claro! Isso sim é que é diversão. Empolga-se... Ô! O que você tem? Parece triste e chateado, nem parece que o velho volta hoje. Indaga, preocupado com o amigo e fabricante de seus melhores brinquedos. Vamos tirar os rolimãs da minha super máquina agora e colocar na sua patinete pra testá-la? Desconversa o exímio montador de alegrias artesanais, antes de dar outra olhadela nas frias grades. Vem tomar banho menino! Já são sete da noite. Grita uma voz rouca e triste do interior da casa. Desta vez sem resmungar, o garoto entra correndo e depois de alguns minutos, sai, cata as suas ferramentas, lamenta-se ao amigo e aluno com um forte abraço. Coração afogado! Chuvas de lágrimas embaçam o seu último olhar expectativo ao portão. Seu pai não mais voltará do leito hospitalar. Fim das conversas e brincadeiras tão saboreadas ao jantar.


NAQUELA MESA - NELSON RODRIGUES
Por: Moisés Carneiro - 28/08/2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

EFEITO DOMINÓ

O ouvido deveria atentar-se!
A boca recita!
O atropelo da fala reduz
a oratória do outro ao pó da tolice.
Atenção saber! Poder é ouvir!
Refletir é ouvir-se!
Desculpe-me caro sábio,
ouço-me tão pouco
que acho idiotice
escutar os outros
tolos não ouvintes.
Por: Moisés Carneiro

domingo, 22 de agosto de 2010

IMPUREZAS

Prazeres e amores diversos!
Com altivez risco em versos,
versos prosopopéicos, figurantes
dislexos, ativos ou incultos cultos
em meio a amores Brutus,
amo tanto, tantas amo!
Já nem sei o que amarei logo mais.
Tudo tenta e atrai, discursos, desfiles,
catuques e batuques,
caducam o puro-novo que não é mais.

Por: Moisés Carneiro

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PÓS-MODERNIDADE

Ser ou não ser!
Eis a questão humanitária.
Ter e/ou não ser! Contradição
de uma pós-moderna navalha.
Cortes bisturis!
Desejos particionados e enlatados,
apelativos discursos e imagens atraentes.
Sedução! Angustiante e arrebatadora
da consumida mente produtiva,
seguidora pacata, raras vezes hostil,
porém, inconscientemente pronta e
submissa às inebriantes ordens atmosféricas.
Rico POBRE transviado mundo sem amor.
POR: Moisés Carneiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

IGUAL DESIGUAL

Nasce o homem! Depara-se com o ar,
quase puro e respirável,
convive com as Rosas e os espinhos
entre o céu e a Terra,
fecha a última página do livro
e deita-se sob o solo
do eterno berço esplêndido
da desigualdade atmosférica.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ASAS DE ÍCARO

Como soa bem a Liberdade!
Penas das asas
em versos trovados.
O gostar, o não gostar
o ser feio, o ser bonito,
o amor, o dissabor,
o prazer, o desprazer.
O nojo e o gozo com
a vontade de viver
mais o chorar por não morrer.
O amor com tanta dor ou
o mesmo com tanto ardor.
O abstrato no escrever
criar e sobreviver.

Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 10 de agosto de 2010

VIVENDO E APRENDENDO

Quantos anos deve se ter
para o dominio de um leque expressivo de experiência vivida?
Se a cada momento nos deparamos com algo novo.
Se a cada momento o que tínhamos certeza,
torna-se dúvida e a dúvida uma certeza tão simples.
Por: MOISÉS CARNEIRO - 10/08/2010

INCRÉDULO

Estou aqui, mas não sei
se aqui é seguro.
Quero refugiar-me,
mas não sei onde,
não sei como.
Como e por onde?
Não acredito!
Eu não sei.
Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Margeando

Abro a janela, debruço-me e
Debato-me num rio sem margem,
imagino-me às margens das páginas
de um livro ou em posse de um papel
onde rabisco imagens, dou vida a um quadro
sem limitação emoldurável. Vou seguindo...
Entre lápis, dedos nas areias e pincéis,
escrevo, digito e pinto Menestréis
na busca da criação de um mundo maior e bem melhor pra nós.

Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TEMPORAL

O Tempo! Cão de corrida,
velocista dos campos e corações,
Cão sem dono que vaga solto
no deserto denso da ampulheta,
sob o sentimento da mente cansada que,
apenas escuta-o sem escutá-lo e o vê sem enxergá-lo,
nas suas longas passadas pelas estradas
da escura noite clara que o guia.

Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 29 de julho de 2010

AMOR SUCUPIRA

Amei-a como imaculada fosse
desejei-a talqualmais que uma cabrocha desvairada
tanto fora o sentimencionismo doado da minha
condição humanitáriapaixonite aguda por tua inteligente mente, teus olhos expressionistamente penetrantes e sorriso cativacioso, seus volumosos cabelos,
extontetorneadas bundas e pernas, seus seios, frutos do pecado perdoabitavelmente deliciosos. Bela Vênus! Musa inspiradora de poemas prosas e versões adaptativas ao momentâneo espaço espacionalmente reservacionado pelo meu cérebro tão pensantitente em ti e em outros momentos em várias outras imaculadas Conceições, Marias, Joanas, Madalenas, Anas, Marianas, Isis, Tâmiris, Paulas e Paolas, loiras e crioulas,lindas e faceiras, sereias feiticeiras.



Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 26 de julho de 2010

PAZ NOS VERSOS

Como os versos estão quietos!
E, sob o crepúsculo, um sagrado manto,
uma criança sonhadora que, dormindo ou acordada
não degusta os dissabores desta complexa vida.
Neste momento, as Letras que, saem da vastidão do meu pensar,
constituem de grãos em grãos, finos grãos! O deserto do meu eu,
o tormento da minh'alma.
Penas mágicas, dedos nas areias, lápis, giz ou canetas. Corremos riscos!
Riscos que rabiscam areias das mãos em grãos, finas mãos! Transformam
minha paz interior, transportam-me ao tranquilo Ser.
Do espaço da noite que me apraz ao edén e às Rosas que me acalmam.
POR: MOISÉS CARNEIRO

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CRIADORES DE MUNDO

Quem diz que sonhos não se realizam
nunca usou o Coração,
o encanto, o canto e a magia das Palavras
como se estas fossem varinhas de condão.


Pirlimpimpim! Abracadabra! Faz de Conta! Zaluzejo!
Pela magia dos versos! Pela força do coração!
Vê-se então a maravilha dos contos de fadas. Essa fada, alegre e confortadora.

A visão de um verdadeiro Mundo Encantado
onde o esplendor, a esperança e a alegria contagiam as faces e os faces, invadem as almas, enquanto sorrisos espontâneos externam a criança intimamente existente em cada Ser.

Uma emoção inexplicável, alegria incontrolável, só por aceitar
as Fantasias, embarcadas em tapetes mágicos
guiados por pessoas que acreditam em seus sonhos.

Que maravilha! Magia e realidade, fundidas fazendo-nos sonhar
com os olhos bem abertos, levando-nos a viajar nas asas dos pássaros, ao som das notas musicais, sobrevoar castelos, desviar-se de dragões cuspidores de arco-íris, admirar nuvens em formas de Príncipes, cavaleiros e Princesas felizes em seus bosques flutuantes de algodão doce no céu de Brigadeiros.

Saltimbancos, malabaristas e bailarinas das florestas com
arvores-babás que embalam com cuidado, ninhos de passáros nos seus galhos.
Crianças seguras às crinas dos cavalos e dos unicórnios numa cavalgada pelos prados do mundo fantástico da imaginação.

E como um sonho perpétuo, a influenciar os homens,
aqueles que, através das Letras e dos seus corações de tintas,
rabiscam papéis e juntam mundos para criar um Mundo ideal,
o mundo da beleza e do amor, da literatura fantástica, da música e suas notas criativas, surgidas, tal qual um passe de mágica, das penas e canetas dos variados poetas confortadores de almas.

Sonhe e crie o seu mundo. Seja uma eterna criança ao sorrir.
Basta acreditar no seu coração, semear a paz e o amor. Cantar, dançar e sonhar para a magia acontecer e perdurar!
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SENSAÇÂO BANAL

Quando expus-me ao frio que queima a pele, chorei! Por ter o lençol aquecedor,
a jaqueta limpa e a meia aos pés, em seguida
veio a fome, saciei-a e tornei-me a chorar.
Saboreei um chocolate quente com biscoitos finos,
sentado num sofá confortável, admirando a TV,
o telejornalismo, cobertura sensacional dos fatos e atos,
e ao fundo despercebido,o homem e o seu jornal,
notícias do hoje! Papel de bunda do amanhã!
Lençol das ruas em noites friorentas
e posse figurada e letrada
de mais um decapitado ZÉ BANAL
sem a honra do vil metal.
Por:Moisés Carneiro

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CEGOS OLHOS AZUIS

Eles queriam florir o mundo apenas com Rosas brancas em sementes azuis,
esconder as Rosas Negras, pintá-las, até expô-las ao vitiligo total.
Pintar mentalmente as almas dessas lindas Rosas, fomentar a baixa auto-estima
na intencionalmente marginalizada cor do Ébano, mas, a Rosa Negra floriu em todos os cantos e classes dos campos sociais, sobreviveu à tentativa de clareamento das suas pétalas e Raízes por séculos, mesmo com a resistência dos desavisados pintores de almas. Eles não sabiam e até hoje não notam que, a Noite do fantástico e indizível, é uma Rosa Negra que Completa, embala sonhos, prosas e versos.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 5 de julho de 2010

DELETE DE MANDO

Ô Pen! Tem um verme aqui querendo falar com Twitter
Qual o Nick da figura ô Kut?
É o Media.
Orra Kut! Esse cara fez o maior Pop upelão com a comu. Ele é tão verme que chega a ser Virús.
Que faço Pen?
Desconecta ele da ideia de ter acesso ao Twitter,
Twitter já o setenciou, joga na Face dele os Books, as revistas e os jornais que ele escreveu detonando o Twitter, criando uma Rede de intrigas contra nossa Comunidade.
Blza! Vc quer que eu Delete ele e jogue-o na Lixeira do bairro Note, Pen?
Ok! Vc compreendeu e Acc bem o E-mail de resolver essas pequenas coisas, e se For matar, mate-o antes de entrarem nas ruas do Note. Chega desses Vírus circulando em nossas redes comunitárias.
Demorou... é nós na Net!
Vá lá Kut! E radioatividade na tela sem Bugs, e Gigas na cintura pra transmitir e agilizar as paradas da globalização.
Por Moisés Carneiro

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PERCEPÇÕES

O bom de percebermos e questionarmos o mundo,
e não o imundo que nos oferecem como padrão,
é notar que, associar as estações psicológicas
às estações climáticas nada tem a ver,
pois esses momentos se encontram
e se cruzam aleatoriamente.
Como um dia disse um tal Fernando Pessoa:
"UM DIA de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é".
É só ver e admirar as peculiaridades e a alegria do sol e da chuva,
do homem e da mulher, do diferente como igual
na sua individualidade respeitada.
perceber que a vida é tão curta e não nossa,
que não se deve perder tempo com reparos de deslizes,
nem com lamentações, mas, aproveitar o tempo que ainda nos resta,
vivendo outros deslizes e alizes.
Por:Moisés Carneiro

terça-feira, 29 de junho de 2010

CHUVA SEM LENÇÓIS

Brincando e observando.
Molhadas faces laçam Saúvas,
tripulantes para navios,
papéis flutuantes nas costas do meio-fio
das calçadas que descalçam pés
de corredores desejosos por
contatos imediatos de intenso grau
com o santo barro encharcado.
Asfalto limpo, bem lavado
pela cachoeira vespertina,
Jorros das nascentes
de algodão-doce celestial
que apresentam formas mutantes
em dias ensolarados com céu
quase de Brigadeiros,
observados das relvas, verdes
colchões naturais dos piqueniques
e namoros, dos descansos das labutas
e travessuras adultas-infantos-juvenis.
Diante deste cenário, um quase imperceptível
grande exemplo, oferendado aos homens:
brotos de chuvas! Gotas e gotas caem unidas
para levantar astrais e milharais de grão em grão,
gotas que preparam solos para o florescer,
e abastecem bicas e corredeiras
para a alegria em brincadeiras
de Ser feliz, e viver!
Sem o proteccionismo aquecedor dos
variados lençóis contraditórios, censuradores,
políticos, religiosos e morais,
moral por capitais, que separam
seres humanos em cores, dotes e castas sociais.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PAIXÃOMETAMORFOSIKARLISTA

Hoje, eu sou ou não,
o que gostaria de ser,
mas ontem, não imaginaria
ser o que sou hoje
e nem sonho
No que posso desejar
amanhã ser, mas,
o que me importa
tudo isso?
Se o que quero mesmo
é viver isso e/ou aquilo
no momento propício,
da melhor maneira possível
e sentir o fluir natural
do prazer, sob a ótica
da Paixão e do desejo,
sentindo-me amada,
protegida e protetora.
Por: Moisés Carneiro

domingo, 27 de junho de 2010

INSTANTES NÃO CONSTANTES

Quando o anjo da asa torta
disse: vai ser gauche na vida Carlos!
tantos foram os que o seguiram
para serem livres o bastante
e felizes por instantes
nessa roda gigante
de estados oscilantes
permeada de vai e vem
sentimentais e poucas
vezes racionais.
Por que iria eu, receiar
e não gauchear?
Se tudo fica,
nada conosco vai!
E sei, bem sei,
ninguém é capaz
de eternamente deter
o que, ingenuamente acha capaz.
Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 24 de junho de 2010

LOUCURA DE ESCAPE

Loucos eu é, louco ele sou, louco nós foi,
louco são as locução.
E as regências da vida louca,
sanam as razões transloucadas
ao alcance da mente humanicômia.
Por: Moisés Carneiro

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGUEANDO EU CHORO


Hoje eu choro, e choro copiosamente, por que as mãos que, tão bem escreviam e embalavam meus sonhos por uma sociedade melhor, através de suas críticas sociais e desprezo ao capitalismo excludente e selvagem, cruzou os braços sobre o seu peito português, tal qual a Cruz de Malta, fechando o seu último capítulo do livro da vida, deixando uma lacuna gigantesca na literatura. O velhinho sábio e, às vezes erroneamente interpretado religiosamente, nos deixou apenas com aquilo que lembramos além da data de nascimento e óbito de alguém que parte, as suas reconhecidas e preciosas obras, que sempre admirei e li como se fossem relíquios pergaminhos filosóficos antigos e inspiradores, que me orientavam sobre o conhecimento do humano demasiado humano na sua complexa essência. Estou triste, muitíssimo triste, mas, conforto-me com a sua imortalidade LETRADA José Saramago. E sigo, Saramagueando, lendo e chorando.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 15 de junho de 2010

CAOS E BELEZA

Começo, meio e fim estão entre o caos e a beleza
todo começo tem um fim no meio durável
a toria do caos para muitos é o fim
do que durou e não deu certo, mas como
não houve acerto? E o certo tempo que durou?
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Preservação

Toda a beleza natural apresenta-se ao alcance do Homem. O Homem precisa apenas, cuidar, usufruir e contemplar as Rosas naturais da melhor maneira possível.
Por: Moisés Carneiro
A CRIANÇA QUE CALOU A ONU

sábado, 5 de junho de 2010

CICLOS

O tempo é, sem dúvida alguma, o verdadeiro senhor dos anéis, pois ele é capaz de levar os dedos e deixar os anéis para ornamentarem outros dedos desta vida de ciclos renováveis.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 1 de junho de 2010

A ESSÊNCIA PEGÁVEL


A vida em forma de onda, o trajeto de vida de um ser, onde há o início, sua continuação, ora por cima, ora por baixo, vivendo alegrias ou tristezas, os altos e os baixos da vida..e o FIM.. o ponto final..a onda que se quebra!! Pegadas diferentes ao decorrer, evolução do homem, evolução da vida. O diferente se expressa no individual, mas no ponto final, um mesmo fim para todos; desigualdade no decorrer, e no fim, o IGUAL. As pegadas nada mais são do que a vida pegável, as marcas de uma evolução.”
http://menteliteraria.blogspot.com/2007_09_01_archive.html

A ESSÊNCIA TRANSFORMACIONAL


A VIDA em forma de onda, o trajeto de vida de uma língua, onde há O INÍCIO, sua CONTINUAÇÃO, ora por cima, ora por baixo, vivenciando estudos e pesquisas, os altos e baixos da sua trajetória, sem FIM, sem ponto final, uma onda que se QUEBRA e se REFORMA! Pegadas diferentes ao decorrer, EVOLUÇÃO do HOMEM, evolução da LÍNGUA. O DIFERENTE se expressa no individual, mas na proposta apresentada, um mesmo fim para todos; transformações no decorrer, e no fim, O IGUAL DIFERENCIADO, porém COMPREENDIDO, da língua NATURAL. AS PEGADAS, nada mais são do que a LÍNGUA PEGÁVEL, GERADORA de outras línguas e as suas marcas de uma evolução TRANSFORMACIONAL.
Adaptado por: Moisés Carneiro