TE AMO POESIA...
EM TUDO QUE FAÇO LEMBRO-ME DO TEU SORRISO, DOS TEUS PASSOS,
VINDO DE ENCONTRO AO PAPEL EM BRANCO NO ÓCIO OU AGITO DO MEU QUARTO, CRESCENTE E LUNÁTICO, EM NOITES QUENTES OU FRIAS.
TE AMO POESIA...
POR QUE A VIDA SEM UM
AMOR PRA SORRIR, CHORAR, CUIDAR É UMA VIDA VAZIA...
TE AMO POESIA...
POIS, VOCÊ PREENCHE O MEU DIA COM MENSAGENS, REFLEXÕES, NOSTALGIAS E ABRAÇOS VERSADOS EM
ALEGRIAS...
TE AMO POESIA...
E POETICAMENTE, PRETENDO VIVER MUITOS MOMENTOS NOS VERSOS E
REVERSOS DA SUA COMPANHIA.
TE AMO POESIA!
CONFORTÁVEL LEITURA DA MINHA ALMA,
MESMO NA LOUCURA DO DIA A DIA.
TE AMO MINHA, SUA, DELES, NOSSA POESIA...
TE AMO COM MUITO
CARINHO, AMOR, PAIXÃO, TESÃO E PRIMAZIA.
O MEU DESEJO, Ó POESIA! É CONTIGO VIVER EM CONSTANTE E PRAZEROSA ORGIA, É QUE
VOCÊ ILUMINE SEMPRE O MEU CORAÇÃO E O MEU DIA, POIS QUERO QUE TU SAIBAS AMOR EM GRAFIA;
VOCÊ É A MINHA MAIS GOSTOSA E VERDADEIRA ALEGRIA....
TE AMO POESIA...
GUIA DE AVENTURAS E DESVENTURAS NO MUNDO, EM MINHA CURTA ESTADIA.
TE AMO POESIA...
POR: MOISÉS CARNEIRO - 22/05/2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
AQUARELA D'ALMA
QUANDO A NOITE EU PINTO A LÁPIS
SINTO QUE ELA ENVAIDECE-SE
E BRILHA MUITO MAIS PARA O MEU CÉU
NA CAMA SOLTEIRA DE UMA CASA DESTELHADA
ONDE ESTRELAS FRIAS OU CADENTES NÃO OFUSCAM NADA,
AÇOITE SOLITÁRIO ARDE NA CARNE E
A ESPERANÇA NASCENTE DO SOL
DE UM NOVO DIA EFERVECE DESEJOS
NAS VEIAS DE PINTOR.
POR: MOISÉS CARNEIRO - 04/04/2013
terça-feira, 19 de março de 2013
A LINGUAGEM NÃO SE CALA
NELL
Direção: Michael Apted
Ano: 1994
EUA - Gênero: Drama
Coloque-se na posição de uma criança sentada ao chão da sala,
diante daquele ancião contador de estórias que leva você a viajar na imaginação
e prender a respiração na ansiedade do desfecho de um conto. Colocou-se? Pois,
esse poderá ser o seu estado de espírito ao assistir a esse drama que nos
remete ao personagem Mogli, o menino selvagem, criado na selva por lobos e
induzido a buscar a civilização e o contato com os homens, porém nesse filme o
menino dá lugar a uma mulher criada por uma anciã aparentemente vítima de um
estupro e com seqüelas oriundas de um derrame cerebral que paralisou um lado do
seu rosto e prejudicou a sua fala, uma história que apresenta um enredo com um
diálogo entre a aquisição da linguagem, a essência humana da personagem Nell,
uma reflexão interativa sobre as idéias cientificas, jurídicas e religiosas, o
conflito entre razão e emoção na batalha judicial para resolver o rumo que
deverá ser dado a vida de uma pessoa marginalizada como selvagem e incapaz pelo
simples fato de não ser entendida verbalmente, o filme traz ao mesmo tempo uma
excelente abordagem com a luneta focada no respeito às diferenças e as opções
do outro enquanto ser humano e social.
“Nell” é um filme da Fox Vídeo sob a direção de Michael Apted (Diretor
de As crônicas de Narnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada e Stardust: O
Mistério da Estrela) e tem como principais atores, Jodie Foster, Liam Neeson e
Natasha Richardson. Nell aborda os aspectos linguísticos da fala, da linguagem
e da comunicação como fator social.
O filme é envolvente e de uma dramaticidade contagiante, a
luta do médico Jerry Lovell (Liam Neeson), e da psicóloga Paula Olsen (Natasha
Richardson), pelo entendimento linguístico e comportamental da protagonista
durante a trama, acontece com condutas diferentes e discordantes. A psicóloga
afirma que Nell tem distúrbios psicopáticos e Jerry defende o argumento de que
a mesma utiliza um dialeto como forma de comunicação e faz de tudo para
comprovar suas idéias e evitar que Nell seja tratada num hospital como se fosse
um rato de laboratório. O filme é intrigante e um excelente suporte para
reflexão das nossas imposições ao outro, bem como, das tomadas de ações
decisivas e egoístas em todos os segmentos das relações humanas e sociais sem a
devida preocupação de colocarmo-nos por instantes na posição inversa de
determinados conflitos.
O drama tem um rico material reflexivo e pode servir também
para discussões em salas de aulas voltadas para o ensino aprendizado, pois o
seu enredo faz uma alusão, subjetivamente para alguns e explicitamente para
outros, às teorias e estudos de alguns pesquisadores encontrados no texto, que
eu tive o prazer de fazer a leitura, de Alessandra Del Ré (A Pesquisa em
Aquisição da linguagem: Teoria e Prática). Na prática, por exemplo, podemos
notar no decorrer do filme, o médico Jerry buscando interagir com Nell nas suas
ações cotidianas, como o banho sem roupas no lago a noite para ganhar a sua confiança e em seguida
praticar a técnica behaviorista do estimulo e resposta ao induzir Nell, com um
saquinho de pipocas, a sair de casa durante o dia para interagir com outros
espaços do seu habitat natural e perder a fobia do Maufeu (Homem mau implantado
em seu imaginário pela sua mãe para que ela não fosse vista ao dia e sofresse
qualquer tipo de violência) e poder contemplar o sol e o vento com movimentos
corporais expressando a alegria de dominar o seu medo, cantando a música Crazy,
ouvida numa noite anterior durante as observações dos pesquisadores. Essa dança
ao ar livre sob os raios do sol é um
momento sublime de libertação e também de enfoque para a capacidade de
memorização e consequente enriquecimento do léxico da protagonista, chamando a
atenção para a sua facilidade em aprender e adaptar-se sem perder a sua
idiossincrasia nem a sua base de conhecimentos linguísticos.
Segundo Vygotsky A base para o desenvolvimento linguístico
infantil está na associação entre a interação social e a troca comunicativa com
o outro, que pode ser não apenas um adulto, mas também uma criança. Um
intermediador que em primeira instancia seria a mãe de Nell e, num segundo
momento poderia ser uma irmã ou uma colega para dividir momentos de lazer,
brincadeiras com gestos e canções como a que Nell faz diante do espelho e da
pedra no lago como se estivesse brincando com outra pessoa, são os chamados
tutores citados no texto de Del Ré. Os Doutores Jerry Lovell e Paula Olsen dão
continuidade a essa relação de tutor e aprendiz com a intenção de prepararem a
sua aluna para a compreensão de novos mundos e linguagens, contudo, eles tem o
privilégio de aprenderem muito com a beleza natural da personagem Nell.
Podemos notar, respectivamente, nas cenas do banho no lago e
da pipoca como meio de tirá-la de casa que uma proposta (Sociointeracionista)
serviu de suporte a outra (Empirista) sendo que, as pesquisas interacionistas de
Vygotsky tem um destaque maior na trama e comprova que o médico estava certo,
Nell realmente falava a língua materna, porém com a mesma dificuldade de
comunicação da sua mãe, único modelo de falante a que ela fora apresentada e
mantivera uma convivência, porém nada selvagem, pois, a mãe da protagonista
conseguiu transmitir valores religiosos, respeito ao outro, mitos e tradições
fúnebres, esse ultimo podendo ser visto no uso da imagem das rosas para a
cerimônia de despedida sobre os olhos da mãe. Talvez o diretor quisesse deixar
uma mensagem subjetiva acerca da essência humana não se encontrar a frente dos
olhos das pessoas e sim por trás de cada olhar e comportamento, pois, segundo o
dicionário dos símbolos a Rosa representa a beleza e Nell vem através da obra representar
a beleza, a natureza humana idealizada por sonhadores e por pessoas que ainda
creditam esperanças no homem que trata o outro com cordialidade independente de
sua cultura letrada, religiosa, do seu sincretismo e de outras diversidades
mais. Portanto ou tão pouco, dependendo do ponto de vista de cada leitor,
motivado pelas impressões passadas pelo filme, pelo seu conteúdo grandioso e
reflexivo, eu indico e recomendo essa obra para todos sem distinção de classe,
clero ou profissão, Nell é um filme para repensar conceitos e socializar
conhecimentos.
Por: Moisés Carneiro
terça-feira, 5 de março de 2013
A CABELEIRA DO SER ZÉ
O cabelo e os lápis são meus! Desenho-me como eu
quiser.
Respeito, amor e paz, cada vez mais
Aos guerreiros do mesmo seio comunitário e circulante.
A CABELEIRA DO SER ZÉ
E ai negritude! E ai branquitude! Bem vindo ao meu salão de festas.
Se chegar com preconceito desinfeta!
Chapa, liso, encaracolado o que te alisa ou encrespa?
Afirmação já! Na cabeça no pensar, e o cabelo? É só penteado, é só pentear.
O negocio é atitude no agir, no respeitar
promover cidadania, seja de tarde, de noite, ou de dia.
Essa é a melhor cortesia.
Eu vou de quê?
Vou de chapinha meu caro, minha identidade eu encaro.
“EU MANDO CHAPINHA AJEITAR O MEU CABELO SEMPRE.
SOU UM CARA CONSCIENTE.
Ô CHAPINHA!! PASSA AI A MÁQUINA ZERO E A UM NA MINHA CABEÇA GRANDE E LATENTE”
EI, MAS NÃO FECHA A PORTA,
deixa minha porta-mente aberta e alerta
para tudo o que não presta.
Sempre alerta, sempre alerta...
E se eu pintasse a minha pele de vermelho? Será que iriam me chamar de Belzebu, Satanás ou Bombeiro Man, parceiro?
A nossa cor é humana, o nosso cabelo é drama, claro escuro drama
para quem só quer criar polêmicas e preconceitos aos negros, brancos, as negras e brancas damas. A essas ações, Desdém!
Por que ao homem humano a igualdade advém, sem vintém, com amém, axé e espírito santo também.
E as diferenças giram o mundo tão bem,
imaginem o apreço a elas HEIN!?
Cada um na sua onda cada um na sua nóia,
o resto é só paranóia deturpante.
Parábolas constantes! Cotidiano pulsante...
E eu sigo na paz...
Passo a passo a cada esquina sem paranóia delirante.
Sou errante e quem não é? Errando pra acertar, acertando para encarar
De frente o que me tocar, focar e observar o cotidiano que assombra,
É tanto caso absurdo, Salvem o Dalai Lama!
É tanta lama! Tanta lama!
Sumiram com a relva, surgiram com as granas,
sujas gravatas discursam formas, deformam normas.
e nos arrastam em celas mentais por famas
e idéias sem sentidos, sem respeito ao outro, aos seus direitos,
erros e acertos em forma de preconceito.
Malandragem! Já é tempo de viver em contento
Deixa de lado o desafeto, vamos olhar com alento
O que nos rege e nos guia, o que nos trás sofrimento.
Irmãos matando irmãos sem ter motivo ao certo
só fúria no coração que agora é só de concreto.
Amor paz e cidadania, respeito ao irmão e aos pais,
aos avós tios e tias, que mais sofrem hoje em dia
aos professores e guias, ao amigo, colega
aos vizinhos e as cotas, reparações que incomodam
E o seu cabelo incomoda? Penteiem como quiserem, endredem,
Alisem, raspem ou cacheem,
Mas, alimentem suas mentes essa sim tem seu recheio,
Com muito amor e respeito, deixem de lado o receio.
Nosso cabelo nem volta pra terra de onde ele veio.
Por: Moisés Carneiro
Respeito, amor e paz, cada vez mais
Aos guerreiros do mesmo seio comunitário e circulante.
A CABELEIRA DO SER ZÉ
E ai negritude! E ai branquitude! Bem vindo ao meu salão de festas.
Se chegar com preconceito desinfeta!
Chapa, liso, encaracolado o que te alisa ou encrespa?
Afirmação já! Na cabeça no pensar, e o cabelo? É só penteado, é só pentear.
O negocio é atitude no agir, no respeitar
promover cidadania, seja de tarde, de noite, ou de dia.
Essa é a melhor cortesia.
Eu vou de quê?
Vou de chapinha meu caro, minha identidade eu encaro.
“EU MANDO CHAPINHA AJEITAR O MEU CABELO SEMPRE.
SOU UM CARA CONSCIENTE.
Ô CHAPINHA!! PASSA AI A MÁQUINA ZERO E A UM NA MINHA CABEÇA GRANDE E LATENTE”
EI, MAS NÃO FECHA A PORTA,
deixa minha porta-mente aberta e alerta
para tudo o que não presta.
Sempre alerta, sempre alerta...
E se eu pintasse a minha pele de vermelho? Será que iriam me chamar de Belzebu, Satanás ou Bombeiro Man, parceiro?
A nossa cor é humana, o nosso cabelo é drama, claro escuro drama
para quem só quer criar polêmicas e preconceitos aos negros, brancos, as negras e brancas damas. A essas ações, Desdém!
Por que ao homem humano a igualdade advém, sem vintém, com amém, axé e espírito santo também.
E as diferenças giram o mundo tão bem,
imaginem o apreço a elas HEIN!?
Cada um na sua onda cada um na sua nóia,
o resto é só paranóia deturpante.
Parábolas constantes! Cotidiano pulsante...
E eu sigo na paz...
Passo a passo a cada esquina sem paranóia delirante.
Sou errante e quem não é? Errando pra acertar, acertando para encarar
De frente o que me tocar, focar e observar o cotidiano que assombra,
É tanto caso absurdo, Salvem o Dalai Lama!
É tanta lama! Tanta lama!
Sumiram com a relva, surgiram com as granas,
sujas gravatas discursam formas, deformam normas.
e nos arrastam em celas mentais por famas
e idéias sem sentidos, sem respeito ao outro, aos seus direitos,
erros e acertos em forma de preconceito.
Malandragem! Já é tempo de viver em contento
Deixa de lado o desafeto, vamos olhar com alento
O que nos rege e nos guia, o que nos trás sofrimento.
Irmãos matando irmãos sem ter motivo ao certo
só fúria no coração que agora é só de concreto.
Amor paz e cidadania, respeito ao irmão e aos pais,
aos avós tios e tias, que mais sofrem hoje em dia
aos professores e guias, ao amigo, colega
aos vizinhos e as cotas, reparações que incomodam
E o seu cabelo incomoda? Penteiem como quiserem, endredem,
Alisem, raspem ou cacheem,
Mas, alimentem suas mentes essa sim tem seu recheio,
Com muito amor e respeito, deixem de lado o receio.
Nosso cabelo nem volta pra terra de onde ele veio.
Por: Moisés Carneiro
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
JUNÇÃO
Alegria e dor,
prazer e agonia,
risos e choro calado
depressão na euforia
conforto e aperto no peito
da saudade e seu sujeito,
o reencontro é o Eu desejo
da espera dia a dia.
Por Moisés Carneiro - 27/02/2013
prazer e agonia,
risos e choro calado
depressão na euforia
conforto e aperto no peito
da saudade e seu sujeito,
o reencontro é o Eu desejo
da espera dia a dia.
Por Moisés Carneiro - 27/02/2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
SAUDADE
Privilégio para poucos,
sentimento bom que transborda o coração
de quem viveu um momento bom e único.
Nostalgia boa que conforta as almas
separadas pela distância,
Retiro do Cravo e da Linda Rosa
no inverno para o preparo dos futuros reencontros
nos mais belos jardins primaveris.
Por: Moisés Carneiro - 25-02-2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O MERCADO BRANCO; MARGINAL ALIZADO E TRANSITIVO
Comercio
internacional em baixa, uma busca incessante por novos consumidores e a
carência de novos produtos com expressão e aceitação popular. Reuniões
com diretores de marketing, membros do judiciário, generais com suas
estrelas reluzentes, psicólogos, autoridades policiais, políticas e
religiosas, grandes empresários e outros mais... E então! Ouve-se do canto da mesa, um grito de glória; Eureca!
Eis que surge a grande ideia de se criar um padrão de beleza capilar com raízes fortes e resistentes, através das campanhas de exposição em massa, veiculando, a imagem imaculada dos cabelos crespos, como se eles fossem a essência padrão da beleza feminina.
Alguns planejamentos e ajustes e logo o cabelo de origem afro descente é tudo o que há no mundo da moda e dos moldes requintados. Campanhas em avanço... escolas preparam a grande massa branca de jovens e crianças para a rejeição aos cabelos lisos, livros históricos narram fatos onde pessoas brancas são presas e traficadas em navios branqueiros, chicoteadas nos grilhões das senzalas, cantando seus temores e dores, penteando seus cabelos lisos nos pelourinhos da vida e trabalhando forçadamente nos canaviais sem a devida proteção da pele branca, e sem alma, exposta ao sol e ao sal da terra e tendo como heroína uma princesa de cabeleiras black power e sua pena mágica da absolvição. Paralelamente as grandes indústrias de brinquedos expõem suas estrelas na televisão, bonecas da pele morena com cabeleiras crespas e volumosas de causar inveja a qualquer branquela de cabelos escorridos, do outro lado da tela, garotinhas, integrantes da periférica descendência européia, embalam em seus braços, protótipos de beleza e sonham em desfilar a força da feminilidade, representada em cabelos, capazes de hipnotizar quem os apreciem imponentes, mesmo ao se depararem com as ventanias do outono, desejosas em mostrar a sua força no Inverno, brilhar diante do sol de Verão e inspirar poetas em tardes primaveris... E entorpecidas seguem essas pobres criaturas, suspirando e desejando, com muito afinco, ser a Top Model em cabeleira de aceitação e glamorização popular.
Nesse momento, alavancado e confiante nos lucros, o mercado estético e de cosméticos colaboram com pesquisas e fórmulas voltadas para a produção de produtos capazes de venderem a promessa da magia da transição capilar, para que os seres, agora inconformados com os seus alisonhos bisonhos, excluam a sua origem e passem para o ápice crespôso. Diversas marcas de produtos industrializados são oferecidos, diuturnamente, nas telinhas das tvs fechadas e abertas, nos pop-ups dos sites visitados, no fundão dos ônibus, nos outdoors das grandes avenidas e praças, nos facebooks e books in face, um verdadeiro show de imagens, som e discurso apelativo para que as desfavorecidas branquelas envergonhem-se dos seus lisos e originais cabelos e sonhem em ter cabelos crespos mesmo que eles distorçam diante dos seus narizes afilados, porém cabisbaixos pela não aceitação das suas origens européias e pela baixa auto estima alimentada, explícita até em marchinhas carnavalescas que eram versadas com imagens e cabelos a flor da pele, como a dos cresposos irmãos João e Raul Valença;
"os teus cabelos não nega branquela, por que és branquela na cor, mas como a cor não pega branquela, branquela eu quero o teu amor, e o teu cabelo me diga branquela, foi mesmo o teu deus que alisou?..."
Seres de deus próprio e diferente!? Pois, até a crença, a dança, a música, enfim, toda a cultura européia dessas figuras de cabelos lisos, são alvos de ataque e diabolização fomentada pelos ditadores Black Powers Rangers de dentes fortes e interesses inescrupulosos.
Por: Moisés Carneiro
Eis que surge a grande ideia de se criar um padrão de beleza capilar com raízes fortes e resistentes, através das campanhas de exposição em massa, veiculando, a imagem imaculada dos cabelos crespos, como se eles fossem a essência padrão da beleza feminina.
Alguns planejamentos e ajustes e logo o cabelo de origem afro descente é tudo o que há no mundo da moda e dos moldes requintados. Campanhas em avanço... escolas preparam a grande massa branca de jovens e crianças para a rejeição aos cabelos lisos, livros históricos narram fatos onde pessoas brancas são presas e traficadas em navios branqueiros, chicoteadas nos grilhões das senzalas, cantando seus temores e dores, penteando seus cabelos lisos nos pelourinhos da vida e trabalhando forçadamente nos canaviais sem a devida proteção da pele branca, e sem alma, exposta ao sol e ao sal da terra e tendo como heroína uma princesa de cabeleiras black power e sua pena mágica da absolvição. Paralelamente as grandes indústrias de brinquedos expõem suas estrelas na televisão, bonecas da pele morena com cabeleiras crespas e volumosas de causar inveja a qualquer branquela de cabelos escorridos, do outro lado da tela, garotinhas, integrantes da periférica descendência européia, embalam em seus braços, protótipos de beleza e sonham em desfilar a força da feminilidade, representada em cabelos, capazes de hipnotizar quem os apreciem imponentes, mesmo ao se depararem com as ventanias do outono, desejosas em mostrar a sua força no Inverno, brilhar diante do sol de Verão e inspirar poetas em tardes primaveris... E entorpecidas seguem essas pobres criaturas, suspirando e desejando, com muito afinco, ser a Top Model em cabeleira de aceitação e glamorização popular.
Nesse momento, alavancado e confiante nos lucros, o mercado estético e de cosméticos colaboram com pesquisas e fórmulas voltadas para a produção de produtos capazes de venderem a promessa da magia da transição capilar, para que os seres, agora inconformados com os seus alisonhos bisonhos, excluam a sua origem e passem para o ápice crespôso. Diversas marcas de produtos industrializados são oferecidos, diuturnamente, nas telinhas das tvs fechadas e abertas, nos pop-ups dos sites visitados, no fundão dos ônibus, nos outdoors das grandes avenidas e praças, nos facebooks e books in face, um verdadeiro show de imagens, som e discurso apelativo para que as desfavorecidas branquelas envergonhem-se dos seus lisos e originais cabelos e sonhem em ter cabelos crespos mesmo que eles distorçam diante dos seus narizes afilados, porém cabisbaixos pela não aceitação das suas origens européias e pela baixa auto estima alimentada, explícita até em marchinhas carnavalescas que eram versadas com imagens e cabelos a flor da pele, como a dos cresposos irmãos João e Raul Valença;
"os teus cabelos não nega branquela, por que és branquela na cor, mas como a cor não pega branquela, branquela eu quero o teu amor, e o teu cabelo me diga branquela, foi mesmo o teu deus que alisou?..."
Seres de deus próprio e diferente!? Pois, até a crença, a dança, a música, enfim, toda a cultura européia dessas figuras de cabelos lisos, são alvos de ataque e diabolização fomentada pelos ditadores Black Powers Rangers de dentes fortes e interesses inescrupulosos.
Por: Moisés Carneiro
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
ESCRIVANÇA
Sentado e escrito, vejo-me em rabiscos
traços finos, em negritos... novamente finos,
outros granfinos, trapos, sedas e farrapos...
orquestras de canários e sapos
sol encoberto, lua ensolarada, céu aberto...
peito em retrocesso, às vezes sucesso.
Portas semicerradas, janelas sempre abertas,
místicas e indiscretas, frestas em alerta.
Alegrias e tormentas,escrevinham a minha deixa...
"Meus lápis de cor são só meus."
deixem-me com o leme do meu lápis! Pena trapaceira e parceira!
Com minha criança feliz em idosas zangas,
pousos, altares, vôos em clarividências rasantes.
Cabeceira branda de minha escrivança!
Bastam os meus lápis e próprias janelas,
visões, fantasmas e névoas alheias, sigam em suas bravatas de quimeras.
Olhai as horas, orai por elas... sem ventos, rumos e velas.
Por: Moisés Carneiro - 12/12/2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
DONA CEÇA

Deitado ao chão sob um teto estrelado
Dormia com a sensação de um abraço
sem ter alguém ao lado.
Ao rosto... um beijo de um livre pássaro,
cantando os meus passos, contando-me causos
no ócio de um pequeno espaço.
Universo das lembranças!
Belo sonho! Linda senhora da cabeça branca.
Por: Moisés Carneiro e belas lembranças - 11/09/2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
NOITE CLARA

Toda vez que eu viajava
em andanças de ouro fino
de tolo eu curtia solos
por mil harpas, violinos.
Meu guia, a brisa marinha,
carícias meu rumo tecia.
Na pele ardente centelha
fogosa e bela primazia
do sangue, pulsante poesia
a gélida cama de areia,
pureza sem hipocrisia
Ardente e terna viagem
cavalgam em harmonia,
envoltos pelo luar
prazerosa alegoria!
Loucos sem estribeiras,
Espasmos e brincadeiras,
corpos nus e areia fria.
Verão-madrugada baiana
dois corpos nenhuma andorinha
estrelas são alcoviteiras
da escura-clara alegria
da concha suja de areia
na noite que não és mais fria
o sono anímico embala
a aurora de um novo dia.
Por: Moisés Carneiro
sábado, 11 de agosto de 2012
LEITURISTA HUMANO

Salve São Jorge Amado dos Ilhéus
do sincretismo baiano do cravo e canela
que berra nas águas o ser que há nela.
Sua estrada do mar é o suor e o cacau
no abc de Castro Alves o seu carnaval
de sensuais quadris, tesão sem igual!
Tereza Batista nas quartas de cinzas
descansa euforia na tenda dos milagres
de todos os santos, pastores da noite,
da santa que some na hora da guerra.
De tocaia grande, o amor do soldado
nos subterrâneos da puberliberdade,
seara vermelha de sangue, paixão,
espinhas na cara de farda e fardão.
Dançando na rede a Tieta do agreste,
o gato malhado e a andorinha sinhá
esperam ansiosos o milagre dos pássaros,
enquanto grapiúna com a bola e o goleiro
pedem a benção ao cumpadre de Ogum,
nosso cavaleiro Jorge Esperança,
em penas, canetas, tão simples assim,
decifra a cultura em terras dos sem-fim
e o amor entre homens, veleiros e deusas
do mar morto com vida e muitos afins.
Por: Moisés Carneiro
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
NAVALHAS
NAVALHAS
Machucada é a carne,
tendas são horrores
cruéis os temores,
pior seus tenores.
No brado-oferenda,
vendem-se amores.
Vagais desalentos,
buscam seus momentos.
Vida embriagada sem contos de fadas
laços cafetinos que a fé desatina
aos olhos sem brilhos de quem foi menina.
Por: Moisés Carneiro - 09/08/2012
RETRAÍDA
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
ÁGUIA NEBULOSA

Perdido nos meus pensamentos com um olhar altivo
não consigo sair do aqui para o lugar algum
desvio-me do nada para encontrar o vazio
pulo a minha linha do equador
passo por baixo dos meus trópicos
e penetro na parede do azul celeste-atmósferico,
porém, contínuo aqui estou!
Apenas com o nevoeiro que me prende
a uma realidade macbéthica.
Por: Moisés Carneiro - 03/08/2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
IRÔNIA
Vivemos num mundo ornamentado e regido por palavras,
palavras de Deus, Leis, códigos penais, de ética e diversos mais,
porém, a maioria dos homens caminha sem a cultura leiturista e sem o prazer de admirar as letras, ignorando o fato de ser regido por algo que ela, a maioria, não costuma apreciar. Enquanto isso, as palavras sugestivas de terceiros minoritários, continuarão a ser as ideias finais para a massa popular.
Por: Moisés Carneiro
palavras de Deus, Leis, códigos penais, de ética e diversos mais,
porém, a maioria dos homens caminha sem a cultura leiturista e sem o prazer de admirar as letras, ignorando o fato de ser regido por algo que ela, a maioria, não costuma apreciar. Enquanto isso, as palavras sugestivas de terceiros minoritários, continuarão a ser as ideias finais para a massa popular.
Por: Moisés Carneiro
sábado, 14 de julho de 2012
Diz POsição E MetA
Sonho Em meus veRsos
no embalo dO meU soNo irmÃO
escuto os arcordeS dE quem os lê
e acoRdO dispoSto E Risonho
NOS BRAÇOS DE UMA MANHÃ DE VERÃO?
Por: Moisés Carneiro - 14/07/2012
no embalo dO meU soNo irmÃO
escuto os arcordeS dE quem os lê
e acoRdO dispoSto E Risonho
NOS BRAÇOS DE UMA MANHÃ DE VERÃO?
Por: Moisés Carneiro - 14/07/2012
sábado, 9 de junho de 2012
LEGIONÁRIOS
Ciranda cirandinha... quem sou eu?
Eu vou falar!
Eu sou o que sou no momento propício
que soa o gongo da vida.
E você ai o que você é?
Eu? Eu Sou doutor rapá!
I am crazy!
Eu sou professor! Policial!
Sou Dentista! Quantos dentes faltam em sua boca?
Ei e você acolá?
Eu?
Sim, você mesmo.
Ei, você acolá? É assim que você me trata?
Você sabe com quem você tá falando?
Não, mas gostaria de saber quem sou eu agora, com certeza,
Não sou o Moisés mandamenteiro,
existem vários com esse batismo oblíquo.
Serei o que penso? Serei apenas uma legião de sentimentos?
Por: Moisés Carneiro - 09/06/2012
Eu vou falar!
Eu sou o que sou no momento propício
que soa o gongo da vida.
E você ai o que você é?
Eu? Eu Sou doutor rapá!
I am crazy!
Eu sou professor! Policial!
Sou Dentista! Quantos dentes faltam em sua boca?
Ei e você acolá?
Eu?
Sim, você mesmo.
Ei, você acolá? É assim que você me trata?
Você sabe com quem você tá falando?
Não, mas gostaria de saber quem sou eu agora, com certeza,
Não sou o Moisés mandamenteiro,
existem vários com esse batismo oblíquo.
Serei o que penso? Serei apenas uma legião de sentimentos?
Por: Moisés Carneiro - 09/06/2012
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