terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RODA VIVA



Ver a vida, a alegria em movimento por perto é tão bom, dentro de nossas almas, melhor ainda. Movimentem-se, não se entreguem por tão pouco, vocês são o máximo do que podem alcançar. Os acontecimentos do cotidiano? São apenas complementos bons ou ruins, mas nunca extensão do seu ser. Filtre-os e sigam em frente, o tempo não para com o intuito de ouvir o silêncio noturno das nossas lágrimas, mas um sorriso é capaz de parar o trânsito louco da contemporaneidade e nos tornar um SER, percebido por alguém.
Por: Moisés Carneiro - 27-12-2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pontífices



Ah! Meu sorriso...esse sim deve resistir
às agruras do tempo, rugas, rusgas,
flacidez, quedas dos dentes.
Atos, repentes que a vida nos
empurra sem cerimônias, sem plebiscitos,
mas que machucam e nos desprezam como nada.
Vastas cicatrizes por puras inocências!
Sonolências em rotas de sofrimentos,
pontífices da amadurecência, nobre consequência
dos angustiantes sentimentos em efervescência,
cadenciadores de um despertar para um mundo de
força, espiritualidade e eloqüência.
Por: Moisés Carneiro da Silva

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Olhares internos


Os Olhos!! Brilho da vida,
janelas da alma e dos pecados,
leitores de mundos e denunciadores das alegrias
e tristezas dos nossos espíritos.
Por: Moisés Carneiro - 01/12/2011

Incontível

Intensidade de um sentimento
não cabível no coração
que escorre dos meus olhos
como as águas de uma cachoeira
sem ninguém para banhar-se,
só um rio-guia a expandi-lo.
Por: Moisés Carneiro - 01/12/2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sambalíngua

A linguagem e o rítmo não se calam
eles se pronunciam no ar, no céu, nuvens e estrelas,
palmeiras das mãos, excitação de corpos...dedos a promoverem, frenesis ondas no mar,
no vento uivante dos bambus, na folha solta a vagar,
na solitária chama da vela e seu gingado a bailar.
A chuva trova um coral de chuá, chuá, chuá
sobre a relva e a rosa brilha o sol a escaldar,
a lua em seu serenar, reflexão, desabrochar, soa o solo violino do tão belo enamorar.
sons de beijos esmaqueados? São doces lábios encontrados.
O sangue efervescido é o bom prazer em sua nascente
e o coração do linguarudo, destemido e acelerado,
goza instantes bem contentes.
O Tic tac do relógio traz quimeras de um passado
com mil ternuras, desventuras de um línguavida ritmado,
imponente na regência de um belo samba sincopado.
Por: Moisés Carneiro -25/11/2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MOMENTO MÁGICO

Sentado no pc percebi um beija flor na janela, me aproximei e ele continuou lá, próximo ao vidro, ensaiei encostar o nariz no vidro e ele se aproximou mais ainda, tentando bicar os meus olhos. Parecia querer conversar. O que ele me disse? eu não sei, mas não consigo esquecer as suas palavras em bico e bater de asas. A visita e a interação foram reais, não é mais uma das minhas bobagens poéticas que eu costumo escrever nesse blog não. Foram alguns segundos que pareceram horas de tão maravilhado que eu fiquei.

Lembrei-me de imediato do poema que escrevi no meu blog (http://mousahrt.blogspot.com/2011/09/passaro-nomade.html) e isso me deixou mais extasiado ainda. Obrigado pela visita Mãe Natureza! Queria apenas compartilhar essa experiência com todos que visitarem meu blog. Tem uma beleza real lá fora e às vezes nos limitamos ao virtual na frente do PC. Nesse momento desligo o meu PC e vou sair pra ver a rua, a chuva, sentir o vento no rosto, abraçar alguém e sentir o verdadeiro calor de uma amizade.
VIVIDO POR: MOISÉS CARNEIRO EM 03/11/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011


A fotografia diz sem falar - O Mar, o Sol e a Lua são algumas das Belas obras de Deus. E o homem, como todo filho de peixe mencionado no popular ditado, herda do pai o dom de criar e viaja nas asas do fruto da sua imaginação criativa, através da aeronave dos Santos Dos Montes de idéias dos referidos Santos Dumont.
Por: Moisés Carneiro



UM DIA de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é.
Por: Fernando Pessoa

Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.
Só se é por um poente não ser uma madrugada.
Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?
Por: Fernando Pessoa.

Toda a beleza natural apresenta-se ao alcance do Homem. O Homem precisa apenas, usufruir e contemplar as Rosas naturais da melhor maneira possível.
Por: Moisés carneiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VENDO A VIDA PASSAR



O DEMASIADO QUERER
Dizem que a vida não tem sentido
que ela passa com a mesma rapidez
do murchar das rosas e desliza em seus braços temporais
todas as nossas angústias, tristezas e felicidades
sem ao menos embalar o nosso desejar intenso
por satisfação e pleno gozo.
Mas que sentido tem a vida
que não nos dá o acalento
de viver o tempo e a forma necessários
aos completos conhecimentos e prazeres?
Moisés Carneiro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

DISCURSO DOMINADO

A desgraça da TV tá na graça de quem vê
ligo essa joça pra ela me dizer
sua mulher é um canhão manda ela pro salão
tira essa merda da garagem e compra um carrão
que cabelo medonho use creme alisonho
e deixe seu maridão robô com o facebook risonho. E meu yOrkut quem roubou?
Minha, sua, mãe , irmã, filha, mulher querem se ver e de repente não mais se enxergam
querem botar silicone, querem engrossar as pernas, perdem-se
no mar de mérdia, mídia valoral e inversa.
Alisem o cabelo! Vai-se a negritude united, pinta de loiro os louros e foi-se
o negrume de açoite. Triste de quem vê e não enxerga
belo apelo desconserta, e o tolo segue inerte, etiquetado e na moda,
moldado que nem um barro nas mãos de um joão plugado,
pensando... pensando... nada que eu tenho... nada que eu faça presta.
Vou comprar outro carro, pra me enxergarem nas frestas.
Moisés carneiro - 14-10-2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SOMBRA



Vamos amigos! Lutem! Não se acomodem!
Retirem essas cercas embandeiradas que separam quintais e culturas.
Vamos à luta! Imponham sua cultura no quintal do vizinho.
Altivez e determinação!
Vamos lutar!
Mãos a obra! Obras nas mãos, onde enterrar?
Cobrem das criadas cobras, aprendizes do saber milenar.
Sem as constantes BATALHAS
o brilho da PAZ pode se ofuscar.
Por: Moisés Carneiro

ANJOS SEM ASAS



A fumaça! A névoa!
Envolvente sonho paulistano.
Palco, outrora atraente,
dos retirantes ruralistas,
engrenagens ambulantes, saltimbancos do progresso,
força motora explorada. Baixa auto-estima fomentada!
Preconceitos mil e discurso varonil!
"Orgulho de ser nordestino!"
Força motora de trabalhos e eventos. Jamais promotora.
Céus de nevoeiros!
Sopros industriais!
sufocadas narinas!
Desfocadas estrelas do desenvolvimento.
o humano! Progressivamente esmagado, e essencialmente!
Nordestino humano.
Anjos da garoa! Filhos bastardos dos patrões e suas não patroas.
Anônimos e desalados Josés.
Asas atrás das sombras carcerárias do "Ordem e Progresso".
Sem sucesso!
Sob a fumaça do ópio retrocesso.
Irmandade sem chamas do belo é o poder e das
lamparinas apagadas por ventos e
moinhos do alcatraz sentimento possessso.
Por: Moisés Carneiro - 27/09/2009

terça-feira, 27 de setembro de 2011

HALELU YAH

Axo que achei algo no AXÉ da fé
dos que dizem AMÉM. É só um axado
mas JAH é algo. ALÁ que o diga.
HASHEM também, busquem SEFARÍM!
JAVÉ vai voltar. Sabemos!
JEO, VÁ! Logo a trombeta ALLAH armará.
Por - Moisés Carneiro - 27/09/2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PÁSSARO NÔMADE



Eu sei onde mora a beleza
ela está ali, aqui, acolá
às vezes fica difícil enxergá-la
mas ela está por ai sim, eu sei.
Não sei onde mora a felicidade
essa esconde-se no nomadismo,
faz visita de passarinho
na janela das nossas almas e voa
depois volta e voa... volta...voa...
mas o seu canto fica no intímo e
seu perfume nas narinas
dos aposentos das mais puras lembranças. Espero viver...
Intensamente! Receber momentâneas
visitas no peitoril da minh'alma sem grades
enquanto admiro a Linda Rosa sob o mar
no paço imperial do meu jardim particular.
Por: Moisés Carneiro - 26/09/2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011



INFÂNCIA


A LISTA - OSWALDO MONTENEGRO


CÂNTICO NEGRO

IN [VENTAR]

Amada, parentes, conhecidos
perdoem-me por não telefonar,
mas não há nada melhor
que escrever um poema
e viajar, viajar !
Sentar na varanda
e inventar um ar puro
com cheiro de jasmim.
Inventar flores, arbustos
e passarinhos pra conversar.
Tocar violão ao luar,
aguardando a aurora
dilatar-se sobre o silencioso
manto da noite,
até despertar.
E se a tristeza chegar,
in[vento] um vento
pra voar.
Thiago Cardoso Sepriano - http://poetaspoesiadiversaoearte.blogspot.com/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

IMAGENS VERSOS IMAGENS

Eu gritei, mas ninguém ouviu ou eu não ouvi o que eu gritei? Será que ninguém quis escutar o
que penso eu ter gritado ou com certeza sonorizado? Serás a "metamorfose" KafKaniana? Não estou me ouvindo, será que os outros falam muito alto neste momento? Ei surdo! Você ai de costas! Mas surdo não ouve, que insensatez ensurdecedora, eu acho que acabei de ficar mudo ou mudo já era quando tentei gritar. Mas que ignorância a minha, o rotulado mudo também fala e é entendido através dos seus sinais Libráticos. Já sei! Agora falarei eu, cá com as minhas mãos. Que balé mímico elas fazem agora, mas ninguém observa os movimentos das calejadas mãos, será que acabaram por cegarem? Creio que não, eles desviaram-se daqueles obstáculos com muita desenvoltura, será que minhas mãos não estão apresentáveis? Colocarei luvas com o brilho das cores do arco-íris. Ah! Agora apresento um show manuseado em cores, várias e lindas cores, mas, será que ninguém se interessa pelo balé colorido que eu apresento com as minhas mãos artísticas? Por que será? Elas agora estão bem vestidas e se mostrando com galhardia, já sei! Vou trocar as mãos por palavras aos muros. Não! Não é pichação, é tentativa de comunicação, é arte. Escrevo nos muros agora. Olha lá! Eles encostam, sentam nos muros, mas não lêem, ei, você ai! Não mija nas letras não. Que cão danado... acabou de morder o tornozelo do regador de muro, eu acho que o cão fez a leitura, talvez do meu pensamento ou do mundo à sua volta. Será que o vira-lata leu e entendeu a mensagem? Afirme quem puder, são tantos os mistérios entre o céu e a terra, e o purgatório também! Não devemos esquecê-lo, pois dizem que é lá que se expurga o peso da alma pecaminosa. Que faço agora? Tento cartazes ou imagens? O cartaz robusto de rocha ninguém leu, ninguém notou, imagina o reciclável de cartolina. Vou usar a força da imagem poética;

Ouçam as vozes que, grafadas falam mais do que as fonológicas
as vozes pronunciadas no escuro momento reflexivo.
As vozes das Letras que alimentam
o imaginário e o inimaginável fantástico.


Não adiantou nada, ninguém presta atenção, pobre riquíssima imagem poética, passou despercebida. Que é aquilo? Que movimentos, que vida, que pobre riqueza de imagens, todos atentos e encantados com o diálogo apelativo. Não acredito! Eles pararam o que estavam fazendo para apreciar, olha aquele indivíduo! Acabou desistindo de beijar a namorada, o outro sentou-se na calçada diante da tal caixa, que espetáculo, agora parece que todos eles escutam e enxergam, eles notam a presença comunicativa, como não pensei nisso antes! Na IMAGEM, na imagem nem um pouco poética, mas imagem que Tem Vez.
Moisés Carneiro - 15/12/2009

domingo, 18 de setembro de 2011

INVERNO PARTICULADO

O sol escaldante lá fora
faz tanto frio aqui dentro
e as células enrugam-se por aquecer
expectativas ansiosas.
Desejosas asas de Ícaro,
condutoras à perdição do amor,
eleva-me e aquece-me com uma
aproximação calorosa de um mar
mesmo que não seja o Egeu.
Por Moisés Carneiro - 18/09/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ALEGRIA AO JANTAR

Tarde cinzenta, o crepúsculo anuncia-se, o garoto quebra aqui, conserta ali, olha o portão, junta molas, serra madeiras, guarda o pião na caixa de ferramentas, volta os olhos ao portão, fronteira angustiante da sua limitação, enxuga a testa, assoa o nariz. O cachorro late e abana o rabo. O menino corre até o esqueleto de ferro, visualização além fronteira e nova frustração que consome a expectativa infantil. Vai tomar banho, menino! Grita a voz das proximidades do tanque de lavar roupas, ordenando-o. Resmungos e barulhos da serrotagem misturam-se às buzinas dos carros lá fora e às conversas dos transeuntes. Só entro quando terminar! Resmunga mais uma vez e olha para o simples relógio de visor partido, com cuidado para não pingar nele o suor da face e afogá-lo, mira o céu e vê tímidas estrelas despontando, sente o cair do sereno, certifica-se do tempo e concentra-se novamente na sua atividade. Psiu! Assusta-se, derruba o martelo e corre as vistas ao quadrado imperativo com tanta empolgação que, um sorriso espontâneo surge do seu rosto esperançoso, desmanchando em seguida com rara frieza, que o amiguinho recomenda voltar depois. Não! Entra, pode entrar. Tá zangado comigo? Pergunta o visitante não esperado. Segura aqui? Pede ao ajudante indesejado no momento, sem dá importância ao seu questionamento, estende-lhe um pedaço de madeira para ser pregada, mira o prego, olha pra rua, erra a martelada, dá outra e acerta, mais uma e levanta a cabeça, vasculha a fronteira, sorri para o parceiro de traquinagens e fabricações e pergunta-lhe as horas. O aprendiz consulta o seu objeto camaleônico e exuberante, portador de um vasto guarda roupa em pulseiras de sete cores, uma veste para cada ocasião, e responde, são seis e trinta. Já vai tomar banho? Pergunta, preocupado com o fim do aprendizado. Não! Só entro depois que terminar. Responde com determinação de mestre. Golpeia mais uma vez com sua ferramenta, e o prego relutante em se infiltrar na pele de madeira, enfim integra-se ao emprestado corpo. Meu pai me trouxe um ferrorama hoje, brinquei com o trem por uns cinco minutos, mas o diacho brinca só, fica rodando nos trilhos até a gente ficar tonto. No comercial da TV sem cor, ele parecia ser tão legal. Desabafa o aluno, freqüentador da oficina improvisada e quase sua segunda casa. Ei! Tá me ouvindo? Hum... Sua patinete tá quase pronta, só faltam os rolimãs traseiros, diz o Gepeto da periferia. Oba! Amanhã eu consigo os dois que faltam e nós vamos descer a rua da ladeira asfaltada, depois da pelada na quadra da escola, é claro! Isso sim é que é diversão. Empolga-se... Ô! O que você tem? Parece triste e chateado, nem parece que o velho volta hoje. Indaga, preocupado com o amigo e fabricante de seus melhores brinquedos. Vamos tirar os rolimãs da minha super máquina agora e colocar na sua patinete pra testá-la? Desconversa o exímio montador de alegrias artesanais, antes de dar outra olhadela nas frias grades. Vem tomar banho menino! Grita uma voz rouca e triste do interior da casa. Desta vez sem resmungar, o garoto entra correndo e depois de alguns minutos, sai, cata as suas ferramentas, lamenta-se ao amigo e aluno com um forte abraço. Coração afogado! Chuvas de lágrimas embaçam o seu último olhar expectativo ao portão. Seu pai não mais voltará do leito hospitalar. Fim das conversas e brincadeiras tão saboreadas ao jantar.
Por: Moisés Carneiro – 28/08/2010

Benevolência

Digam AMÉM, mas AMEM o bem,
os miseráveis não merecem só desdém.
Orem por eles, mas ajude-os também.
Os sem BENS.
Por: Moisés Carneiro - 13/09/2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TROFÉU VITAL

Nasce um homem só , seu destino é viver
o campeonato de um troféu sem igual,
bi, uni, vitelino ou vitalino,
da vida só se carrega a vida em nó.
Reflita, aproveite, aceite, rejeite
você tem uma vida só, e o universo dessa trilha?
Te levará ao PÓ, num veleiro, numa paisagem emoldurada pra mirar,
sorrir, chorar, sonhar e pesadelos te ter.
É tão simples o seu ser!
Tentar, sofrer, fazer acontecer,
errar, acertar, ensinar, aprender a viver
e gozar o frio na espinha do tão cedo morrer.
Pense e transgrida a imposta lei do viver o não viver
não abafe seus desejos em prol do sacrificar,
na busca de um grande feito, ser gênio espetacular.
Apenas viva! Ame, seja amado, quantas vezes
esse belo sentimento lhes for ofertado.
Nada de ser um tolo cabisbaixo
por ser materialmente programado.
O mar, o sal da vida, o fogo da paixão, o sol,
a enamorada lua, o rio, o doce das nuvens,
o brilho das estrelas, os montes uivantes,
o vento, as arvores, as cirandas e crianças felizes ao redor
completam a pura sinfonia do viver melhor
sob a natural batuta do AMOR maior.
Por: Moisés Carneiro - 12/09/2011