segunda-feira, 26 de abril de 2010

MUNDOS E EMOÇÕES

Busco, então logo existo, existo, então logo questiono-me,
questiono-me, pois tenho dúvidas, dúvidas exigem respostas,
respostas são as coisas mais procuradas,
sendo mais procuradas, tornam-se, sem dúvida, nos mais complicados
achados, procurar respostas é pior que perdê-las, mas, já que alguns perdem
o que acham ser um grande achado, descomplico-me desses achados
e perco-me no abandono das buscas, passo a ser buscado,
no rebuscado mundo das palavras. Palavras que levam-me a viajar no
tempo sem sincronia, no tempo dos prazeres sem limitações, expondo-me
às emoções mais intensas, às libertinagens mais loucas e entorpecentes, transferindo-as para o mundo das razões, quando possível for, para revivê-las
da maneira mais poética possível, para ter a sensação de não saber se estou
no mundo das grafadas palavras rebuscadas ou no das palavras faladas. Mas certamente, nas emoções sentidas através das Letras e/ou momentos gozados nesta emprestada vida.
Por: Moisés Carneiro

domingo, 25 de abril de 2010

DISFARÇADA PAIXÃO

Estarei mentindo ao dizer que não machuca-me a falta, sangra-me todos os poros, falta-me o respirar, sufoca-me o lembrar, tortura-me o te lembrar.
Falta-me o teu cheiro, falta-me a tua real presença, a tua voz, o teu olhar juvenil, o teu amor, o teu acordar, o namorar. Oh! Velha infância.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 20 de abril de 2010

COQUETEL DE IDÉIAS E IMAGENS

Os Campos, o Sol, a Lua, o sofá, o sofá-cama, A mesa e a Bunda engraçada de Drummond, a boca do inferno de Gregório de Matos, a História antiga de Francisco Alvim, O casamento com Licença poética de Adélia Prado, os Bons amigos de Machado, o legado de nossas misérias nas memórias póstumas de Cubas e o LUXO de Augusto de Campos, as Rosas de Vinicius, o mundo completo no sonho poético de Ferreira Gullar, a cegueira sob o olhar de Saramago, o Motivo da rosa de Meireles, os Mares e as conquistas, as janelas como portas, o paço com seus passos cadenciados, os mosteiros e seus mistérios, o espaço, o conto, o Canto, o metafísico, o cataclístico, o escatológico, o marginal, o humorístico, o Épico, as poesias Concretas, as PROESIAS subjectas, as proezas intelectuais e o seu burlar cafajéstico, o homem legionário, o ilusório só, o platônico, o amado amante, a incompreendida, o machista e suas feministas e retraídas companheiras, o pré-conceito, a sexualidade complexa, a raça sob o grito da pele da negra fulô de Jorge de Lima. Essa Negra Fulô! As lágrimas do portal das almas, o sofrimento espiritual dos desalmados de Castro Alves, a política, a economia, o esbanjar sem manjar e sem deuses, a prole e o nobre, a ironia e a alegria crítica, o social, o relacional, Freud, psique sem piscar, a mente e o humano, o filosófico Foucault e os movimentos franceses, Shakeaspeare, o sem paixão e o apaixonado, Marx, Pessoa social e o por quê, Camões da África teatral de Machado e o mar a ter, Zaratrusta o tudo a ser, o nada a perceber,o demasiado humano, o tudo a ter e o vácuo, o leque infinito de imagens, o meio, o fim e o inicio, ordem, desordem, progresso, métricas, rimas, desajustes e ajustes da Semana de 22 em Modernas Artes patrióticas, o abaixo para se entender acima de tudo, o feio belo, a beleza maldita, a Literatura de Cordel, o literato, o poeta, as Letras, as emoções, as Letras, oh! As Letras e suas imagens, que expressivo Coquetel.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 14 de abril de 2010

INTERAÇÃO ANÍMICA

A magia de um livro se dá pela alma criativa do autor expressa em suas obras, através de seus personagens, seus pensamentos, suas prosas e versos, que conseguem interagir com a alma receptiva e acolhedora dos leitores, amantes e não amantes das Letras, ao se identificarem com tais narrativas numa cumplicidade animada ou até mesmo numa crítica formulada.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 13 de abril de 2010

Cover do não eu

COVER DO NÃO EU
A Literatura nos ensina a escapar da alienação do falso belo, da ilusória importância material e dos ditos valores, convencionais ou não. Mas, também aliena. Cuidado! Você é você, Amado é Amado, Lispector é Lispector, Saramago é Saramago,Espanca é Espanca, Machado é Machado, Pessoa é Pessoa, personagens são personagens, mas, você sempre será você, mesmo nos momentos de suas fragmentações e reflexões, você é você com suas legiões.
Por: Moisés Carneiro

sábado, 10 de abril de 2010

CURIOSIDADE MÓRBIDA

Engraçado... estava eu cá com meus botões de carne e osso, naquela busca por alternativas, que é intrínseca ao homem, por opções para o amanhã, para o logo mais, ou sobre o que iria comer, vesti ou fazer após a dura jornada de trabalho de todo proletariado assim como eu, quando num piscar de olhos, para ser mais enfático, numa velocidade luz, cai um raio ao meu lado, como se num estalo, uma idéia surgisse naquele instante à janela do ônibus, e diante daqueles passageiros assombrados com tal poder da Mãe Natureza, quisesse me dizer algo, mesmo que subjetivamente, mas algo,e tomado por um transe relâmpago, tive o desejo que aquele, ou se possível, outro raio, tivesse invadido janela adentro e sentado ao meu lado fazendo-me companhia, e quem sabe,tornando-me capaz de matar a minha curiosidade sobre o outro e tão temido mundo dos mortais literalmente mortos, fechando a capa do meu histórico livro para uma suposta continuação pós vida e Morte talvez Severina ou quiçá divina, mas, como se consciensiosamente, rebatado fosse, por outro e mais reluzente raio, o da razão, agradeço aos céus, por achar saber, que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar e suspiro aliviado por isto. Que farei mesmo após a minha jornada de trabalho?

domingo, 4 de abril de 2010

NOSSOS OU MEUS

A noite cai, clareia e ilumina a alegria e a
inspiração de um desejo, que conforte, que acolha.
Que temos contra os sonhos?
por que ao acordar, ilusão, desilusão, agonia
de um devaneio? que, ao que parece, capciava pensamentos e
sufocava outros sonhos? E que são ou foram meus, nossos.
Ainda que não reais, mas nossos... ou meus. Mas que ofuscaram,
ofuscaram e transformaram em algo fascinante, talvez decepcionante.
Ou quem sabe em nada mais que o óbvio.
Ou subjetivo...
Por: Moisés Carneiro.
Dizem que o Homem intelectualizado
é um caniço pensante, pois é,
acredito que o Homem, seja sim,
um ser errante, carente,uma errata
que precisa ser corrigida a cada passo,
a cada fase de sua vida.

LETRAS SENSUAIS

É incrível! Como alguns escritores conseguem? Dá vida
às personagens femininas em suas obras e torná-las
tão sensuais e desejosas, sem vulgarizar o encanto
e a essência da Mulher.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 29 de março de 2010

Andarilhos urbanos

O apressado andarilho errante segue sua vida
sem reais emoções e sentimentos intensos
correndo de um lado para o outro numa arritmia incontrolável
sedento por posses e prazeres passageiros e oportunos
sem vírgulas sem pontos sem pausas e detendo uma estressante batalha mental
Mas diz que anda em busca da satisfação do completo e complexo material conhecimento
isso mesmo quando na verdade não se permite ter um tempo para refletir
sobre a sua intrínseca real condição humana limitada e patética
naturalmente imposta por outro sistema soberano
O Mundo testemunha das ações humanas
que o cerca com belezas naturais que nem sequer são notadas
pelo pobre andarilho de espírito impaciente devido a cadência alucinante
imposta pela sua angustia e pelo pós-modernismo com suas raizes urbanas e capitalistas.

Para que a pressa atleta dos metros rasos?
Para não poder sentir o fluir da vida natural e nem a essência das pessoas?
Pobre andarilho... desgasta-se para ter esquece-se do ser e vive na lamentação do por quê...
no imenso deserto do seu Eu.
Por: Moisés Carneiro -

quinta-feira, 25 de março de 2010

O GRITO

Ah... se eu pudesse recitar um poema
capaz de alcançar a audição e o coração de toda a humanidade,
diria simplesmente, através de uma música, quão profundas e belas são as PALAVRAS.
Leiam, escrevam, pintem muros, rabisquem dedos nas areias, sinalizem, Braillem e escutem-nas.
O que seria do MUNDO... se fôssemos seres APALAVREADOS?
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 24 de março de 2010

LITERATO PODER

A Literatura nos ensina a escapar da alienação do falso belo, da ilusória importância, dos ditos valores, cria as possíveis sensações de Liberdade, momentâneas completudes e nos ajuda a suportar a dura realidade, enquanto aguardamos ansiosos por uma história social mais humana e solidária.
Moisés Carneiro.

domingo, 21 de março de 2010

O veleiro

Quanto sentimento, quanta alegria
no mar se navega, quando se para
no tempo do veleiro amor,
verdejam-se os campos
flores e rosas liberam
perfumes e cores,
vulcão e arco-íris de pura emoção.
Coordenadas em mudanças
mares se agitam e
neste navio embarcam
progresso e ambição
asas libertas fundem-se ao coração
que agora em águas estranhas
veleja e sonha por ter, possuir
coisas e/ou pessoas.
Não basta-lhes mais o ser!
E para trás fica
o porto que um dia
já foi verão e que hoje
em maré baixa, sob névoas,
ver o navio partindo
fazendo olhares de horizonte
ao porto suplicante
por novos risos e alegrias,porém,
possíveis futuros velejantes.
E o intenso mar, segue com seu
histórico testemunho de
derrotas e conquistas, como
o fez, nas águas do
Cabo da Boa Esperança.

terça-feira, 9 de março de 2010

O Ser Palavras

Palavras: rosas e espinhos
que nos levam a reflexão
Atitude: decisão na falta das palavras
Medo: ausência das palavras e da atitude
Carência: fragilidade por não achar palavras
Indecisão: palavras engasgadas
Ser humano: palavra incompleta e complexa
Paixão retraída: sofrimento sem palavras
Dor: falta da palavra que cura
Carícia: palavras sussurradas
Carinho: palavras que confortam
Amor: palavra abstrata
Moisés Carneiro

quarta-feira, 3 de março de 2010

APAGÃO

A TARDE CHEGOU TARDE
MAS CHEGOU, AGORA
SÓ NOS RESTA A NOITE
COMO PRELÚDIO
DE UM NOVO DIA.

A NOITE CHEGOU ESCURA
PORÉM, A LUA CLAREOU
O ANUNCIO DO AMANHÃ
PRELÚDIO DO POENTE
DE UM MERO DIA.

O POENTE CHEGOU
ILUMINAÇÃO DO ESPELHO D'AGUA
TAPETE REFLEXIVO
DO AZUL CELESTE
FIM DA LUZ DO DIA.
POR: MOISÉS CARNEIRO

segunda-feira, 1 de março de 2010

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há arvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Por: Fernando Pessoa

Sentimentos curtos ocultos.

Tristeza, Felicidade
ninguém é capaz de
estipular o seu prazo de
imperialidade ou de validade
Mas, também ninguém deve submeter-se
a euforia da alegria
nem tão pouco à
melancolia da tristeza
se não acaba-se esticando o
irônico e inexistente prazo
destas estações psicológicas
e se perdendo no espaço
mental do ócio da
alegria e da penúria.
Por: Moisés Carneiro

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Paixões

Uma ternura
uma desilusão
um reencontro
uma esperança
recomeço
uma turbulência
outro desfecho
uma esperança
retomada
rotatividade
repetição
trajetória
carrossel
vida vã
jornal de hoje
noticias do amanhã.
Moisés Carneiro

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

UM DIA de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é.
Por: Fernando Pessoa