domingo, 14 de novembro de 2010

ANJOS SEM ASAS

A fumaça! A névoa! Envolvente sonho paulistano.
Palco, outrora atraente, dos retirantes ruralistas,
engrenagens ambulantes, saltimbancos do progresso, força motora explorada.
Baixa auto-estima fomentada!
Preconceitos mil e discurso varonil! "Orgulho de ser nordestino!"
Força motora de trabalhos e eventos. Jamais promotora.
Céus de nevoeiros!
Sopros industriais sufocam narinas das desfocadas estrelas do desenvolvimento.
o humano!
Progressivamente esmagado, e essencialmente, nordestino humano.
Anjos da garoa! Filhos bastardos dos patrões e suas não patroas.
Anônimos e desalados Josés.
Asas atrás das sombras carcerárias do "Ordem e Progresso".
Sem sucesso! Sob a fumaça do ópio retrocesso.
Irmandade sem chamas do belo é o poder.
Lamparinas apagadas por ventos do
alcatraz sentimento possessso.
Por: Moisés Carneiro - 27/09/2009

domingo, 7 de novembro de 2010

ARREBATAMENTO

Tento escrever, mas não consigo
deslizar dedos e lápis, sobre teclados e papéis,
faltam quadros e giz. Não vejo!
Não sinto areias aos pés para os desenhos
livres, criados por dedos firmes
que, rabiscam, apontam e contam estrelas.
Faltam palavras, sinais, símbolos. Sobram imagens!
Turvas imagens num céu de Brigadeiro seguido pela
estrelada noite, mas, não vejo a lua...
Momentâneo desespero!
Inebriante e novo escarlate. continua a Beijar-me! Doma meus desejos.
Braços enlaçantes, cegos nós, torpor em sentimentos,
frivolidade, valiosidade, alegria e tormento.
Prazer! Susto e arrebatamento, veias em chamas,
nervos em frangalhos, acho, penso e não grafo.
Agora vejo, torno a escrever.
Toma-me novamente!
Oh! Doce escarlate.
Por: Moisés Carneiro - 07/11/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados

A vida é uma inebriante festa
impulsionadora de emoções,
promotora de eventos,
manipuladora de relações e
oscilante em decisões.
Vacilante e atuante,
ofuscante e ofegante,
ágil e sem reflexos
no desgaste do
seu tempo de ser, ao espreitar,
lutar contra e
esperar a inevitável
ressaquial morte, para talvez,
curtir o ser de outra festa
dimensionalmente mais ampla.
Por: Moisés Carneiro - 02-11-2010

sábado, 23 de outubro de 2010

SEIOS MATRIARCAIS



Avós, mães, irmãs, esposas e namoradas, amigas e colegas,
embalam e direcionam homens que pensam
conduzirem vastos Mundos
com tamanha convicção e metódica razão.
Pura ingenuidade masculina! Cega percepção patriarcal!
Mulheres seguem e carregam criadores de Mundos nos ventres,
embala-os em seus braços, cantam para eles dormirem
e alimenta-os sob o seu Seio Matriarcal Gentil.
Tornam a cantar e a encantá-los!
Segura-os pelas suas mãos adultas,
ainda desejosas pelos seios
não mais gentís,
quando estes pensam que,
caminharão sozinhos
e serão motoristas
num comando de ilusão
da palavra feminina
"direção".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OLHARES NAS FRESTAS

A vida é uma fresta por onde
raios reluzem com muitas dificuldades,
projetam mutantes formas,
moldam e transformam
mutativas identidades,
heterônimas Pessoas,
tornando-as capazes
de administrarem o presente e o amanhecer,
suporte heróico para a
sobrevivência da festa do dia a dia e
a sua arte do não tão logo morrer.
Incessantes lutas, farras,
tristezas e alegrias,
razões, sandices e teatrais aleotrias.
Devemos ser loucos e anormais,
antes que luzes e sombras
não a transpassem mais?
Frestas! Festas! Focos visuais.
Cada qual nos seus cada quais.
Puros momentos, perguntas,
possíveis respostas e a perturbadora
angústia das perdas e do quero mais.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

HUMANO PRODUTOR

Relações políticas, amigáveis e/ou amorosas,
escolares, trabalhistas e oportunas,
todas com o seu cunho de interesse e barganha,
variáveis implícitas, outras explícitas, politicamente
ridículas na sua essência incubada, imoralidade que assusta.
Promíscuos valores.
Relações e relatos sociais, claramente produtivos,
enquanto produtor atendente de expectativas terceiras,
reconhecido é o valor de um dos elos,
tapinhas nas costas, vagantes elogios,
sorrisos e olhares brilhantes
em sua direção. Desvio de rota, busca do próprio interesse,
erro fatal deste elo. Desinteresse à vista,
ativista de plantão em mudança e manipulação de opinião.
Amaldiçoado passas a ser pelo ativista e egoísta inconformado,
campanhas negativas, indiretas flexivas, alvo é a sua vida,
que já não é tão bem vista, nas rodas de comentaristas
daquele que vê o seu antigo colaborador produtivo,
atuante e agora também produtor de interesses próprios,
mesmo tendo contribuído exaustivamente
para aquele que, desesperadamente,
vê o seu ritmo produtivo abalado.
Maldita produtividade relacional irracional
que atua e domina o humano.
Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FELICIDADE – INFELIZ DOPING FELIZ

Só Deus sabe o quanto eu gostaria de poder devolver o brilho dos olhos daquela Menina e daquele Menino, antes alegres e externantes de positividade e auto-estima contagiantes, prontos para sorrirem das mais bobas piadas e situações expostas aos seus ouvidos e olhos expressivos. Seria tão bom se tivéssemos a facilidade de fazer o outro feliz. Ah! Como seria... Mas contraditoriamente, apesar da felicidade ser tão boba e apresentar-se nos momentos menos esperados e às vezes terminar num sorriso, num gozo progressivo e aluscinante, ela também pode ser muito complexa, e quando a sentimos entramos em transe, uma sensação de doping, capaz de nos tornar insanos por sua busca, dependentes, que ao primeiro sinal de tristeza, questionamos a fórmula da alegria, e questionamos a tal ponto que nem enxergamos a sua essência simplificada nas conversas e brincadeiras com as pessoas que convivemos no trabalho, na escola, com as pessoas que namoramos, com os afagos nos nossos animais de estimação e nos nossos micos pagos em público. Como seria bom se todos conseguissem enxergar isto e valorizar os fragmentos de felicidade, juntando-os feito a um mosaico nas suas lembranças para tentar minimizar e conviver bem com a complexidade interior.
Mas, infelizmente a dependência de ser feliz e a inquietação que se encontra no íntimo de todo o ser é mais forte e quando entra em erupção perturba, e como perturba! Por isso fico triste por saber que a felicidade do individuo só depende dele e de mais ninguém, e isto me angustia, pois vejo a Menina e/ou o Menino que, eu tanto estimo, tristes e ausentes de si, sem sorrirem, sem brincarem, isolando-se e excluindo-se do convívio social. Confesso! Sinto-me impotente, assisto a tudo e, por mais mosaico de momentos felizes eu monte, através das minhas boas lembranças, eu não consigo encontrar uma saída, um atalho para devolver, ao menos, os brilhos dos
seus olhares que interagiam com um sorriso tão mágico e cativante e que
certo dia me encantaram, porém, hoje, infelizmente, se apresentam em óculos
vendados e risos amordaçados. Meu Deus! Peço-te uma luz para eu tentar
clarear os olhos destas pessoas, outrora altivos e cheios de vida , vítimas desta
felicidade momentânea, que liberta e ao mesmo tempo cria dependência e
cativa, para eu poder contemplar o sorriso destes que sempre foram, e
serão, meus grandes amigos, familiares autores, marcantes amores e parceiros-colegas do auto da vida compadecida.
Por: Moisés Carneiro

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

BOLOLÔ

Minto aquilo que pinto?
Santo-sinto-sento-Santo.
Joelhos ralados! Fé e encanto!
Ora oráculo, rezei ontem!
Castigai-me hoje. Ao amanhecer
não mais julgo ser. Arrependido é o confessar!
Canto aos quatro ventos, em karaokê constante,
fieis estações psicológicas.
Bravatas e calmarias!
Amor, sexo e uzura. Solídaria ganância, simplicidade em
arrogância, bregas elegantes. Mentes cruzadas!
Pasmos universos,
ladainhas vácuos e versos.
Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

LUAL DA PAIXÃO

Ouço a Lua uivar ao lobo.
Clara Lua sem eclipse
traz seus brilhos delirantes,
cometas e versos traçantes.
Fantasias mil em milhas,
imaginação nas trilhas.
Saga sem nenhuma noção!
Ópio de insana tensão!
Estrelas cobrem o meu chão
e iluminam a minha razão
veia rubra e fervilhante,
embaçada é minha visão!
coração és galopante
no universo da Paixão.
Por: Moisés Carneiro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Gandula aposentado

Como seria se eu fosse bem amado?
Na rua, na casa, na tenda de saco armado,
no circo, na fazenda. Famílias sem viadutos! Orgulho à venda.
Almas fogem das armas! Fumaças. Fogo! Fogo! Ora bolas,
chutem ao gol e apaguem com suas enchentes.
Pós invadem mentes. Aspirem, fiquem contentes e não dementes.
Um dia eu fui inteligente! Fui sim!
Fui gandula! Amor esporte clube Galícia. Corre! lá vem a polícia.
Miséria, fome mais renda, tricô, crochê de lacre de lata.
Restos de bebidas e comidas do lixo à boca.
Jornal! Lençol sem retalhos, sem bico fino e gravata.
Sou capitalistalmente pobre, espírito de sofrimento nobre.
Sentimentos raçamente esnobes.
Só negros, vil metais negativos e ônus, sambam na alegre batucada para alguma raça superiorizada de bonús nobres.
Dominós, efeitos mil, dominados e desalmados.
Dominantes e elegantes, bem falantes aos maus falados.
E aos pecadores sem mais pecados? Sofrimentos por todo o lado.
Protejam o centro do umbigo herdado, quem pode, sobe,
quem não sobe, saracuteia, sacode a mão de calo e areia
e batuca no próprio lombado. Pareceu samba, ou foi xaxado?
Triste é o fim do policarpo descalço. Ninguém preza!
E da Quaresma tiraram-lhe o peixe e a reza.
Um dia serei meu, com fé ou com peixe,
sem Epimeteu e Prometeu.
Me reciclarei e serei Eu.
Bem novo-velho, mas, Eu.
Com fé e esperança no meu bom Deus.

Por: Moisés Carneiro - 20/04/2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DOCE DE GENGIBRE SEM AÇUCAR

Ah! infância sofrida, porém, alegre e criativa.
Infância infantilmente bem vivida. Dificilmente hoje altiva.
Infames roubaram a sua essência, oh! Doce infância.
Destruindo fases e pulando-as como cordas
numa velocidade de brincadeiras de rodas. Doce azedume oferecem aos inocentes
que lambuzam-se não mais com marmeladas ou travessuras,
mas, com violência, sexo, drogas e pouca astúcia.
Brincadeiras de casinhas, de bonecas? Que piegas!
Maquiagens, brim, cocas, colas, shows e Jeans.
Projéteis sem projetos!
Brincadeira de ser mãe aos nove e infeliz sempre que pode,
aos oito, aos sete, aos cinquenta e nove...
Poucos ventos primaveris sopram narinas de crianças que embalam PÉROLAS,
crueldade real que rouba a inocência da face
infanto-juvenil, tão atenta e sedenta por saber.
Por CURIOUSAR ser!
Aprendiz de feiticeiros ,
miseravelmente parentes, midiáticos parceiros.
Maus técnicos e vendedores de sonhos
fantasiados de cordeiros.
Por: Moisés Carneiro – 30/08/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

ALEGRIA AO JANTAR


Tarde cinzenta, o crepúsculo anuncia-se, o garoto quebra aqui, conserta ali, olha o portão, junta molas, serra madeiras, guarda o pião na caixa de ferramentas, volta os olhos ao portão, fronteira angustiante da sua limitação, enxuga a testa, assoa o nariz. Neste momento o cachorro late e abana o rabo. O menino corre até o esqueleto de ferro, visualização além fronteira e nova frustração que consome a expectativa infantil. Vai tomar banho, menino! Grita a voz das proximidades do tanque de lavar roupas, ordenando-o. Resmungos e barulhos da serrotagem misturam-se às buzinas dos carros lá fora e às conversas dos transeuntes. Só entro quando terminar! Resmunga mais uma vez e olha para o simples relógio de visor partido, com cuidado para não pingar nele o suor da face e afogá-lo, mira o céu e vê tímidas estrelas despontando, sente o cair do sereno, certifica-se do tempo e concentra-se novamente na sua atividade. Psiu! Assusta-se, derruba o martelo e corre as vistas ao quadrado imperativo com tanta empolgação que, um sorriso espontâneo surge do seu rosto esperançoso, desmanchando em seguida com rara frieza, que o amiguinho recomenda voltar depois. Não! Entra, pode entrar. Tá zangado comigo? Pergunta o visitante não esperado. Segura aqui? Pede ao ajudante indesejado no momento, sem dá importância ao seu questionamento, estende-lhe um pedaço de madeira para ser pregada, mira o prego, olha pra rua, erra a martelada, dá outra e acerta, mais uma e levanta a cabeça, vasculha a fronteira, sorri para o parceiro de traquinagens e fabricações e pergunta-lhe as horas. O aprendiz consulta o seu objeto camaleônico e exuberante, portador de um vasto guarda roupa em pulseiras de sete cores, uma veste para cada ocasião, e responde, são seis e trinta. Já vai tomar banho? Pergunta, preocupado com o fim do aprendizado. Não! Só entro depois que terminar. Responde com determinação de mestre. Golpeia mais uma vez com sua ferramenta, e o prego relutante em se infiltrar na pele de madeira, enfim integra-se ao emprestado corpo.
Meu pai me trouxe um ferrorama hoje, brinquei com o trem por uns cinco minutos, mas o diacho brinca só, fica rodando nos trilhos até a gente ficar tonto. No comercial da TV sem cor, ele parecia ser tão legal. Desabafa o aluno, freqüentador da oficina improvisada e quase sua segunda casa. Ei! Tá me ouvindo? Hum... Sua patinete tá quase pronta, só faltam os rolimãs traseiros, diz o Gepeto da periferia. Oba! Amanhã eu consigo os dois que faltam e nós vamos descer a rua da ladeira asfaltada, depois da pelada na quadra da escola, é claro! Isso sim é que é diversão. Empolga-se... Ô! O que você tem? Parece triste e chateado, nem parece que o velho volta hoje. Indaga, preocupado com o amigo e fabricante de seus melhores brinquedos. Vamos tirar os rolimãs da minha super máquina agora e colocar na sua patinete pra testá-la? Desconversa o exímio montador de alegrias artesanais, antes de dar outra olhadela nas frias grades. Vem tomar banho menino! Já são sete da noite. Grita uma voz rouca e triste do interior da casa. Desta vez sem resmungar, o garoto entra correndo e depois de alguns minutos, sai, cata as suas ferramentas, lamenta-se ao amigo e aluno com um forte abraço. Coração afogado! Chuvas de lágrimas embaçam o seu último olhar expectativo ao portão. Seu pai não mais voltará do leito hospitalar. Fim das conversas e brincadeiras tão saboreadas ao jantar.


NAQUELA MESA - NELSON RODRIGUES
Por: Moisés Carneiro - 28/08/2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

EFEITO DOMINÓ

O ouvido deveria atentar-se!
A boca recita!
O atropelo da fala reduz
a oratória do outro ao pó da tolice.
Atenção saber! Poder é ouvir!
Refletir é ouvir-se!
Desculpe-me caro sábio,
ouço-me tão pouco
que acho idiotice
escutar os outros
tolos não ouvintes.
Por: Moisés Carneiro

domingo, 22 de agosto de 2010

IMPUREZAS

Prazeres e amores diversos!
Com altivez risco em versos,
versos prosopopéicos, figurantes
dislexos, ativos ou incultos cultos
em meio a amores Brutus,
amo tanto, tantas amo!
Já nem sei o que amarei logo mais.
Tudo tenta e atrai, discursos, desfiles,
catuques e batuques,
caducam o puro-novo que não é mais.

Por: Moisés Carneiro

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PÓS-MODERNIDADE

Ser ou não ser!
Eis a questão humanitária.
Ter e/ou não ser! Contradição
de uma pós-moderna navalha.
Cortes bisturis!
Desejos particionados e enlatados,
apelativos discursos e imagens atraentes.
Sedução! Angustiante e arrebatadora
da consumida mente produtiva,
seguidora pacata, raras vezes hostil,
porém, inconscientemente pronta e
submissa às inebriantes ordens atmosféricas.
Rico POBRE transviado mundo sem amor.
POR: Moisés Carneiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

IGUAL DESIGUAL

Nasce o homem! Depara-se com o ar,
quase puro e respirável,
convive com as Rosas e os espinhos
entre o céu e a Terra,
fecha a última página do livro
e deita-se sob o solo
do eterno berço esplêndido
da desigualdade atmosférica.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ASAS DE ÍCARO

Como soa bem a Liberdade!
Penas das asas
em versos trovados.
O gostar, o não gostar
o ser feio, o ser bonito,
o amor, o dissabor,
o prazer, o desprazer.
O nojo e o gozo com
a vontade de viver
mais o chorar por não morrer.
O amor com tanta dor ou
o mesmo com tanto ardor.
O abstrato no escrever
criar e sobreviver.

Por: Moisés Carneiro

terça-feira, 10 de agosto de 2010

VIVENDO E APRENDENDO

Quantos anos deve se ter
para o dominio de um leque expressivo de experiência vivida?
Se a cada momento nos deparamos com algo novo.
Se a cada momento o que tínhamos certeza,
torna-se dúvida e a dúvida uma certeza tão simples.
Por: MOISÉS CARNEIRO - 10/08/2010

INCRÉDULO

Estou aqui, mas não sei
se aqui é seguro.
Quero refugiar-me,
mas não sei onde,
não sei como.
Como e por onde?
Não acredito!
Eu não sei.
Por: Moisés Carneiro

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Margeando

Abro a janela, debruço-me e
Debato-me num rio sem margem,
imagino-me às margens das páginas
de um livro ou em posse de um papel
onde rabisco imagens, dou vida a um quadro
sem limitação emoldurável. Vou seguindo...
Entre lápis, dedos nas areias e pincéis,
escrevo, digito e pinto Menestréis
na busca da criação de um mundo maior e bem melhor pra nós.

Por: Moisés Carneiro